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Nº 5731
Política

TJ julga pedido de pris�o de prefeita

O delegado Marcílio Barenco pediu ontem as prisões preventivas da prefeita da Rio Largo, Vânia Paiva (PMDB), do seu esposo e coordenador de Planejamento do município, Ricardo Scavuzzi, do chefe de segurança da prefeitura, Carlos Jorge Cardoso (o Jorge Pag

Por | Edição do dia 30/03/2006 - Matéria atualizada em 30/03/2006 às 00h00

O delegado Marcílio Barenco pediu ontem as prisões preventivas da prefeita da Rio Largo, Vânia Paiva (PMDB), do seu esposo e coordenador de Planejamento do município, Ricardo Scavuzzi, do chefe de segurança da prefeitura, Carlos Jorge Cardoso (o Jorge Pagão), e Waldemir de Araújo, o Dema. Eles são acusados de envolvimento no incêndio do prédio da Secretaria de Finanças de Rio Largo, que aconteceu em 4 de outubro de 2004. Os quatro estão oficialmente indiciados. O pedido de prisão e o relatório do inquérito que apurou o crime foram encaminhados ontem pelo delegado Marcílio Barenco ao Tribunal de Justiça de Alagoas, que vai decidir pela prisão ou não da prefeita Vânia Paiva, já que ela detém foro privilegiado. O desembargador José Hollanda Ferreira foi sorteado como relator do pedido de prisão da prefeita Vânia Paiva. Os quatros acusados foram denunciados por formação de quadrilha, incêndio doloso, supressão de documentos e abuso de autoridade. No seu relatório, o delegado Marcílio Barenco afirma que as investigações sobre o incêndio no prédio da Secretaria de Finanças de Rio Largo levaram a suspeita da possível participação da ex-prefeita de Rio Largo, Maria Elisa (PL), e do deputado Gilberto Gonçalves (PFL), mas, segundo ele, não foram encontrados indícios da participação dos dois no crime, que teria sido desvendado a partir de depoimento de integrantes da quadrilha supostamente liderada pelo vereador Júnior Pagão, que está foragido desde o último dia 4 de janeiro. Segundo uma das testemunhas, Jorge Pagão e Dema teriam recebido ordens do esposo da prefeita Vânia Paiva, Ricardo Scavuzzi, para “queimar” os documentos que estavam na Secretaria de Finanças. Barenco afirma que, por intermédio da quebra do sigilo telefônico, teria ficado comprovada a “forte ligação” entre Scavuzzi e Jorge Pagão. Na última terça-feira, o Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas, por 6 votos a 5, manteve o habeas-corpus para Ricardo Scavuzzi, que tinha sido preso no último dia 30 de janeiro, durante a Operação Mata do Rolo, mas tinha sido libertado por decisão do desembargador Orlando Manso. Ontem, a Gazeta tentou ouvir o advogado de Ricardo Scavuzzi, Adriano Soares, mas não conseguiu contato. Em entrevistas anteriores, ele disse não acreditar no indiciamento de seu cliente.

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