Política
Ab�lio pede reajuste de seu sal�rio � ALE
| PETRÔNIO VIANA Repórter O governador Luis Abílio de Sousa (PDT), que assumiu definitivamente o cargo na última sexta-feira, já encaminhou à Assembléia Legislativa do Estado (ALE) um pedido de reajuste do teto do Executivo estadual, ou seja, de seu próprio salário. O reajuste precisa ser de iniciativa do Legislativo, mas o governador pode enviar um ofício solicitando à ALE a elaboração de um projeto de reajuste. Foi o que aconteceu. O aumento poderá atingir diversos segmentos que têm os salários relacionados ao teto do Executivo, como é o caso dos delegados de polícia e fiscais de renda. O teto atual é de R$ 8.910,00. O pedido é para que ele seja reajustado para cerca de R$ 11.500,00. O reajuste poderá ser analisado hoje, em sessão da Assembléia Legislativa, considerado o último dia para que o governo aprove e conceda qualquer tipo de ajuste salarial, antes das eleições, para o funcionalismo público. Outros reajustes O presidente da ALE, deputado Celso Luiz (PMN), transferiu para hoje a sessão que seria realizada ontem para analisar todas as mensagens governamentais em trâmite na Casa, entre elas, o reajuste salarial de servidores do governo estadual. A sessão havia sido marcada na última sexta-feira, após a posse de Abílio. Acordo O motivo para a transferência foi o acordo firmado por Celso, ainda na sexta-feira, com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal). Celso teria dado mais um dia para que os servidores da Educação negociassem com o governo estadual uma proposta de isonomia salarial com os funcionários da Saúde. Leia matéria abaixo Na fila do aumento Além do reajuste para os servidores da Educação, a ALE tem cerca de 15 outros pedidos de reajuste e modificações salariais para analisar, entre eles, o da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, do Departamento de Estradas de Rodagems (DER) e do Instituto Zumbi dos Palmares (IZP). Até a semana passada, os funcionários do IZP ainda buscavam um melhor índice de reajuste para os servidores dos níveis fundamental e médio. Na mensagem encaminhada pelo Executivo, o índice para esses servidores havia ficado abaixo dos 53% reivindicados para todos os níveis. O argumento do governo do Estado era de que os servidores de outros orgãos poderiam pedir uma equiparação. Na mensagem que será votada amanhã, os salários para o nível superior vão para R$ 2.029,00, os de nível médio para R$ 800,00 e os de nível fundamental para R$ 378,00. ### Governador aceita e Sinteal conquista isonomia salarial | CARLA SERQUEIRA Repórter Os professores da rede estadual de ensino conseguiram o que queriam. Com as atividades paralisadas e de plantão diante do Palácio Floriano Peixoto, no Centro, havia mais de 10 dias, a categoria garantiu, ontem, numa reunião considerada tensa, com o governador Luis Abílio, a assinatura do Projeto de Lei que prevê a isonomia salarial para os professores de nível superior. Agora, os salários dos professores em início de carreira (R$ 550), e dos veteranos, com mais de 25 anos de serviço (R$ 1.325), vão subir para R$ 2.030, como foi assegurado aos demais profissionais de nível superior do Estado, beneficiados pela Lei 6.701, de março de 2006. Hoje, em assembléia, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) vai repassar os detalhes da conquista para professores e funcionários, às 9h, no Clube Fênix Alagoano, e, em seguida, vão partir em passeata até a Assembléia Legislativa, na Praça Dom Pedro II. ?A luta não acabou. Vamos pressionar os deputados estaduais para que aprovem a lei da isonomia salarial dos professores imediatamente?, afirmou a presidente do Sinteal, Girlene Lázaro. Segundo ela, no mês de maio, 10% de reajuste será garantido para os professores que possuem licenciatura curta (cursos de dois anos de duração, em média) e de nível especial (2º grau completo). A primeira parcela da isonomia salarial dos professores de nível superior será de 20%, a partir de outubro. ?O restante, até que se complete o valor previsto pela isonomia, será creditado nos salários em dezembro?, disse Girlene, ao explicar que as aulas vão permanecer paralisadas. ?Só podemos voltar ao trabalho quando tudo estiver aprovado?. Amanhã, membros do Sinteal voltam a se reunir com o governador Luis Abílio para iniciar outra negociação: a implementação do Plano de Cargos e Carreira dos funcionários administrativos e alterações no Plano de Cargos e Carreira do Magistério. ?Temos que debater jornada de trabalho, evolução por titulação, entre outros. No entanto, já nos sentimos vitoriosos por que a isonomia saiu este ano?, frisou.