Política
CNJ ainda julga, mas ju�zes comemoram
| ODILON RIOS Repórter Depois da suspensão do ?provão? da magistratura alagoana pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Magistrados Alagoanos (Almagis) reuniu ontem alguns de seus membros para comunicar, oficialmente: ?O provão em Alagoas está zerado. Não existe mais?, disse o presidente da associação, Paulo Zacarias, que comemorou a decisão. Porém, o caso não está encerrado totalmente. Isso porque a suspensão do Índice de Produtividade dos Juízes (IPJ) ou ?provão?, como ficou mais conhecido, foi feita a partir de liminar do conselheiro do CNJ Jirair Aran Meguerian. A decisão final será do Conselho, que até ontem não estava com data marcada para analisar o assunto. O CNJ pode manter o ?provão? ou não. Mas, para o presidente da Almagis, o assunto já estava resolvido: ?O provão acabou?, sentenciou. ?Foi um vexame. Esse provão nos trazia tristeza?, analisou. Segundo Zacarias, os juízes alagoanos já são avaliados, a partir da publicação dos balanços da produtividade dos magistrados no Diário Oficial do Estado (DOE). A Gazeta tentou, mas não conseguiu localizar o idealizador do ?provão?, o desembargador e corregedor-geral do Tribunal de Justiça, Washington Luiz. Nem sua assessoria atendia às ligações. A reportagem apurou que o desembargador viajou, na sexta-feira, a Piranhas. O TJ terá 20 dias para recorrer da decisão. O ?provão? da magistratura alagoana se transformou em uma verdadeira guerra, entre a Almagis e a Corregedoria Geral de Justiça. A principal divergência são os critérios para avaliação dos juízes, que tiveram notas de 0 a 100 sobre sua produtividade, a partir dos despachos, processos parados e em andamento. A Almagis diz que os critérios não são justos, porque cada vara e cada comarca possui características próprias. A Corregedoria, por outro lado, defende o ?provão? como uma forma de melhorar os serviços do Judiciário e dar publicidade a magistrados mais e menos produtivos em Alagoas. O IPJ começou a ser questionado no CNJ há quatro semanas, depois que o índice virou assunto nacional e o conselho resolveu se posicionar, pedindo a suspensão da premiação dos juízes com melhor performance. Na sexta-feira passada, foi a vez da suspensão do teste por inteiro.