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Vereadores se digladiam em sess�o

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O afastamento do vereador Eduardo Canuto (PV) da Câmara Municipal, para assumir a Secretaria Geral do prefeito Cícero Almeida (PTB), já causou atritos na Casa. Com a saída de Canuto, assumiu a vaga o suplente de vereador Damásio Ferreira (PT do B), que exerceu o cargo no ano passado devido à cassação do vereador Paulo Corintho (PV) a partir de um processo aberto pelo próprio Damásio, logo após as eleições de 2004, onde acusava Corintho de compra de votos. Em dezembro do ano passado, durante o recesso parlamentar, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL) decidiu devolver o mandato de Paulo Corintho, por considerar que o vereador havia sido vítima de uma fraude montada por seu suplente. Damásio ficou fora da Câmara por menos de quatro meses e, na sessão de ontem, foi oficialmente empossado novamente no cargo. A recepção de Damásio, no entanto, não foi a que ele esperava. Ainda ?ressentido? por ter ficado um ano alijado de sua cadeira na Câmara, Paulo Corintho logo no início da sessão usou a tribuna da Casa para destilar seu rancor contra o agora colega de legislatura. ?O suplente conseguiu enganar dois magistrados e toda a Justiça Eleitoral durante um ano, com suas mentiras e com a montagem que fez contra mim. Enfim, por unanimidade, o TRE corrigiu o erro. Ele (Damásio) acreditava que a mentira repetida podia se tornar verdade, mas isso não aconteceu?, atacou Corintho, que ganhou na Justiça o direito a uma indenização por danos morais. Damásio Ferreira quis se pronunciar em resposta aos ataques de Corintho, mas foi impedido pelo presidente da Câmara, vereador Arnaldo Fontan (PFL). ?Por enquanto, o senhor ainda é um estranho nesta Casa?, disse Fontan, lembrando que a posse de Damásio só seria oficializada na Ordem do Dia, momento posterior ao expediente inicial dos trabalhos. O vereador aguardou o momento de se pronunciar e, empossado, foi à tribuna para responder às acusações de Corintho. ?Eu faria um discurso totalmente diferente do que sou forçado a fazer agora. O despreparo do vereador (Corintho) ficou comprovado. Minha família tem 40 anos de mandatos em Alagoas e ninguém pode falar nada dela. Eu duvido que tenha alguém aqui ou em qualquer órgão público que possa levantar a voz contra mim ou minha família, ao contrário da família dele?, devolveu o vereador, envolvendo o nome das famílias Ferreira e Campêlo. Damásio aproveitou para criticar o relacionamento de Corintho com o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), de quem é aliado. ?Eu fui vereador por um ano por determinação da Justiça. Era um direito constitucional. Defendo o vereador Eduardo Canuto, que é altamente elogiado e foi convocado por sua competência. Agora, não discuto as intimidades de ninguém com o governador (Lessa)?, disse. Corintho voltou à tribuna para dizer que não estava envolvendo assuntos pessoais na discussão e sim, políticos. Diante dos apelos do vereador Galba Novaes (PL), que usou a tribuna para o que se poderia chamar de ?lição de moral?, os dois vereadores se contiveram. Arnaldo Fontan também solicitou aos demais membros do Legislativo municipal que evitassem se referir novamente ao assunto. ?Vamos conviver aqui por alguns anos, então é melhor ter mais calma. Eu peço aos demais vereadores não mais debatam sobre esse assunto para que haja harmonia e compreensão?, pediu. |PV

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