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Impacto na folha ser� de R$ 110 milh�es

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CARLOS ROBERTS PETRÔNIO VIANA Repórteres O impacto dos reajustes salariais aprovados na última terça-feira, 4, pela Assembléia Legislativa do Estado (ALE) para a grande maioria dos 60 mil servidores públicos do Estado, sobre a folha de pagamento do Estado, será de pelo menos R$ 110 milhões ao ano, quase R$ 10 milhões por mês. Os reajustes foram concedidos a funcionários ativos e inativos e, segundo o secretário adjunto de Administração do Estado, Marcelo Santana, serão pagos a partir da previsão de aumento na arrecadação de impostos pelo poder público. Esse crescimento na arrecadação, de acordo com Santana, não vai representar, no entanto, um aumento na carga tributária cobrada pelo Estado. ?O Estado cresceu, e, com isso, arrecada mais?, explicou o secretário. Santana informou que o pacote de reajustes aprovado pela ALE faz parte de um ?realinhamento salarial? e que os aumentos dados no ano passado para procuradores do Estado, delegados de polícia, além de servidores de outras autarquias, já havia representado um acréscimo de R$ 140 milhões na folha. Marcelo Santana afirmou que serão respeitadas as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que obriga os estados a manter a folha de pagamento do funcionalismo abaixo de 49% da receita estadual. Os repasses obrigatórios de 25% da arrecadação para a Educação, segundo o secretário, também estão mantidos. ### Procuradores estão fora do aumento O presidente da Associação dos Procuradores do Estado (Apes), Augusto Galvão, afirmou que a categoria se encontra em uma paralisação de advertência, que deverá se estender por 48 horas. O motivo da paralisação, segundo Galvão, é o descumprimento, por parte do governo estadual, da promessa de reajustar o salário dos procuradores a partir do aumento do teto do Poder Executivo. O reajuste do teto foi concedido na última terça-feira pela Assembléia Legislativa do Estado (ALE), sem que qualquer matéria sobre o aumento dos procuradores fosse encaminhada. Hoje, o salário de um procurador de 4ª classe é de R$ 8.910,00, atual teto do Executivo. Além disso, a categoria recebe 35% de gratificações. De acordo com Augusto Galvão, a paralisação dos procuradores é um aviso para o governo. ?O objetivo dessa paralisação é advertir o governo do Estado de que ele deveria ter cumprido a promessa de reajustar os vencimentos dos procuradores quando aumentasse o salário do governador?, justificou. |CR e PV ///

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