Política
Renan tem agenda cheia como presidente
CRISTINA LIMEIRA Repórter Apesar de ter ficado no principal cargo do País por pouco mais de 10 horas, o senador alagoano Renan Calheiros (PMDB) deu início ontem a uma nova etapa em sua carreira política. Renan deve repetir o feito de assumir a Presidência da República, ficando dessa vez por pelo menos três dias no poder, na próxima semana, de 11 a 13, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja para Viena, para participar da Cúpula América Latina-Caribe com a União Européia. Mais uma vez, a decisão de assumir ou não o cargo vai depender do senador alagoano. Renan recebeu o cargo de Lula às 8h, na Base Aérea de Brasília, pouco antes do presidente embarcar para Puerto Iguazu, Argentina, para a reunião com os presidentes da Bolívia, Evo Morales, da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Néstor Kirchner. Na ocasião, Renan, que é um dos principais críticos do que chama de excesso de Medidas Provisórias (MPs) editadas por parte do governo federal, ouviu do presidente Lula uma brincadeira de que deixaria ?uma MP bem legal? para Renan assinar. ### Posses repercutem no meio político | JOSÉ ELIAS Colunista Brasília - Alagoas foi destaque político ontem em Brasília e, durante o dia, chegou ao poder em vários segmentos da República. Depois de Floriano Peixoto, Deodoro da Fonseca e Fernando Collor, o senador Renan Calheiros (PMDB) é o quarto alagoano a assumir a Presidência. No começo da noite, 19h, o ministro Marco Aurélio de Farias Mello foi empossado na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, numa solenidade muito prestigiada. Ele é filho do empresário Plínio Farias de Mello, irmão do senador Arnon de Mello, de quem era sobrinho. Lula viajando, Renan no Planalto, Aldo Rebelo acompanhou a comitiva presidencial. E na Câmara Federal ficou no comando outro alagoano - José Thomaz Nonô (PFL) - vice-presidente do poder. ### Marco Aurélio critica políticos em posse O ministro Marco Aurélio Mello tomou posse ontem na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por volta das 19h, criticando os políticos envolvidos em escândalos e as autoridades que não dão explicações à sociedade. Segundo o ministro, o Brasil nunca passou por uma crise ética como a atual. Ele criticou os políticos envolvidos no escândalo do mensalão e o projeto de se manter no poder. ?De maneira adulta, confrontamo-nos com uma crise ética sem precedentes e dela haveremos de sair melhores e mais fortes?, disse. ///