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Política

Estados exigem verbas contra o crime

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EDITORIA DE POLÍTICA Com Agências Nordeste e Brasil Brasília - O secretário de Defesa Social de Alagoas, coronel Ronaldos dos Santos, condenou o contingenciamento de verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública para os estados. ?A retenção desses recursos vem criando embaraços, tem reflexo negativo?, afirmou. Segundo o secretário, há 3 mil presos em Alagoas, e a capacidade prisional do Estado não supera 2 mil vagas. ?O déficit é de cerca de 50%?, diz ele. *** Visita íntima de presos vira polêmica em fórum O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Omar Amorim, sugeriu ontem, em reunião com outros secretários de Segurança, medidas polêmicas para tentar conter a onda de violência que atingiu São Paulo e, em menor proporção, em outros estados. Uma delas é tornar mais rigorosa e abrangente a revista íntima realizada nas pessoas que ingressam nos sistemas prisionais. *** Lula e Alckmin: segurança por um fio RICARDO AMARAL NATUZA NERY Agência Reuters A onda de ataques desencadeada pelo crime organizado em São Paulo traz para a disputa eleitoral um elemento indesejado pelo governo e pela oposição: crise da segurança pública. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou fazer uma leitura política em sua primeira declaração sobre a crise, sábado, em Viena, mas de volta ao Brasil corrigiu o discurso e afirmou, na segunda-feira, que seria ?mesquinho? tirar proveito eleitoral do episódio. *** PM admite ?conversa?, mas nega acordo MARY PERSIA TATIANA FÁVARO Folha Online O comandante-geral da PM, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, negou ontem que o governo tenha feito um acordo com o líder do PCC, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, para que a série de rebeliões e ataques ocorrida no Estado terminasse. Ele, porém, admitiu que houve uma ?conversa? com o preso no domingo (14). |FON *** ?Exército é nobre para situação pequena? Silvia Amorim Agência Estado São Paulo, SP - O governador do Estado Cláudio Lembo (PFL) disse ontem que recusou a ajuda de tropas federais para enfrentar a crise na segurança de São Paulo porque o Exército é muito nobre e o problema que assolou o Estado, por três dias, muito pequeno. ?O Exército é muito nobre para situações pequenas e locais?, justificou Lembo, pela manhã, ao chegar à sede do governo estadual. *** Polícia matou ao menos 33 suspeitos | Folhapress São Paulo Na maior ofensiva desde o começo da onda de violência, na última sexta-feira, a polícia de São Paulo matou ontem pelo menos 33 pessoas consideradas suspeitas de envolvimento nos ataques no Estado - 21 delas na região metropolitana. Com isso, já são 71 os mortos em ações policiais. *** Câmara não deve priorizar projetos | Andreza Matais Folhapress Brasília, DF - Ao contrário do Senado, a Câmara não deverá dar prioridade máxima aos projetos de segurança pública. A avaliação do presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), e de líderes partidários é de que a onda de violência que atingiu o Estado de São Paulo não seria contida se novas leis estivessem em vigor. ///

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