loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Auditor culpa rede privada de Alagoas por crise hospitalar

Ouvir
Compartilhar

| BLEINE OLIVEIRA Repórter A crise no Sistema Único de Saúde é uma realidade que se mantém há várias décadas, tanto em Alagoas como nos demais estados brasileiros. Entretanto, em Maceió ela assume contornos diferenciados e mais graves, por duas razões bem específicas. Primeiro pela falta de centrais reguladoras de leitos, órgão destinado a normatizar a distribuição das vagas em hospitais públicos e conveniados. A segunda causa da crise é a falta de contrato formal entre a prefeitura, órgão gestor após a municipalização do SUS, e os prestadores de serviços (hospitais e clínicas privados) contratados para complementar a rede pública. ### Parto de mulher pobre é uma via-crúcis Um dos principais reflexos dessa falta de controle do tipo de atendimento prestado à população está na assistência às gestantes. Quase rotineiramente se vê mulheres sendo recusadas em maternidades, obrigadas a percorrer várias delas numa verdadeira via-crúcis antes de conseguir um leito para dar à luz. O médico Deraldo de Souza Lima diz que isso ocorre justamente pela falta de controle do gestor com o tipo de assistência médico-hospitalar disponibilizada pela rede conveniada (particular e filantrópica). ?O prestador privilegia o que lhe dá retorno?, reafirma Deraldo, que hoje atua como assessor da Sesau no Programa de Saúde da Mulher. ### Maceió tem 32% do total de partos O secretário municipal de Saúde, médico João Macário, admite que o setor público depende da rede particular e filantrópica. E mais: ele afirma que o prestador não pode ter prejuízo. ?Se não, ele quebra?, afirma. Só que, como gestor dos recursos do SUS em Maceió, ele garante que o sistema controla a prestação do serviço e define as prioridades. E a prioridade, declara, é a atenção básica. O secretário aponta outra causa para o caos que, freqüentemente, a população enfrenta, especialmente no setor de obstetrícia. A romaria de mulheres sofrendo as dores do parto em busca de atendimento é um quadro estarrecedor e incômodo. ///

Relacionadas