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Deputado indiciado tenta desqualificar autor do inqu�rito

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PETRÔNIO VIANA Repórter A linha de defesa adotada pelo deputado estadual Marcos Barbosa (PPS), apontado como mandante do assassinato do cabo eleitoral e líder comunitário Edvaldo Guilherme da Silva, o Baré-Cola - em inquérito policial entregue terça-feira à Justiça - foi, pelo menos ontem, a de desqualificar a advogada Mary Any Vieira, responsável pela defesa dos primeiros acusados do crime, e o delegado que conduziu as investigações, Arnaldo Soares, que no inquérito final pediu a prisão preventiva do parlamentar. Ontem, o deputado chamou a imprensa em seu gabinete na Assembléia Legislativa do Estado (ALE), para tentar explicar sua ?tese?. Barbosa chegou a declarar que a advogada Mary Any e o delegado Soares estariam mantendo um relacionamento amoroso. Na opinião do parlamentar, os dois têm articulado um ?conluio? com o objetivo de incriminá-lo. ### ?Se o deputado não provar, vai ficar difícil para ele? Na noite de ontem, o delegado Arnaldo Soares de Carvalho reagiu às declarações do deputado Marcos Barbosa (PPS), a quem acusa de ser o mandante do assassinato do líder comunitário Edvaldo Guilherme da Silva, o Baré-Cola. O delegado negou que o indiciamento de Marcos Barbosa tivesse qualquer motivação pessoal, provocada por supostas desavenças entre ele e o irmão do deputado, o delegado José Barbosa. ?Nunca fui inimigo do [delegado] Barbosa, nem de ninguém da família. O que houve foi um pequeno problema porque, uns anos atrás, eu indiciei o delegado e o Ivanildo [Barbosa, outro irmão do deputado], que teriam matado um deficiente mental no bairro do Bebedouro. O delegado ficou uns dias sem falar comigo mas, um tempo depois, voltou tudo ao normal. Foi um problema dele para mim e não o contrário. E, mesmo assim, faço o meu trabalho sem levar para o lado pessoal?, explicou Arnaldo Soares. ///

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