Política
Pol�tica e burocracia param habita��es
| ODILON RIOS Repórter A Prefeitura de Maceió tem em caixa R$ 18 milhões para a construção de duas mil casas populares. Mas, para o dinheiro ser usado, segundo o prefeito Cícero Almeida (PTB), o governo do Estado precisa ceder terrenos da administração estadual e, de acordo com Almeida, isso não vem acontecendo. Por sua vez, o governador Luis Abílio (PDT) diz esperar a equipe do prefeito para fazer o levantamento das áreas e ceder os terrenos para as habitações. ### Estado e prefeitura ainda na estaca zero A versão do governador Luis Abílio (PDT) sobre o episódio da doação dos terrenos é bem diferente daquela informada pelo prefeito Cícero Almeida (PTB). De acordo com o governador, não existem empecilhos para a construção das casas populares, pelo menos causados pelos terrenos do Estado. ### Justiça trabalhista penhora áreas nobres Entre os terrenos - e vazios urbanos - de propriedade do Estado de Alagoas na capital, estão áreas de alto valor comercial, como grande parte da área da Cidade Industrial, e do próprio Pólo Cloroquímico, já em Marechal Deodoro. Todas estas áreas estão sob influência e gerenciamento da Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimônio do Governo de Alagoas (Carhp), o órgão guarda-chuva do governo, responsável pela absolvição das extintas Empresa de Pesquisa de Alagoas (Epeal), Companhia da Habitação de Alagoas (Cohab), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Alagoas (Emater), Empresa Alagoana de Turismo (Ematur), Companhia de Desenvolvimento de Alagoas (Codeal) e Empresa de Desenvolvimento de Recursos Naturais (EDRN), Companhia de Abastecimento e Agricultura (Comag). ### Áreas sob penhora abrigam mansões, hotéis e até fábrica Enquanto a prefeitura e o governo do Estado não se entendem sobre os terrenos para a construção de casas populares, outras áreas, espalhadas pela capital e pelo interior, teriam condições - e estrutura - para abrigar estas casas. Só que no lugar deles, há campos de futebol, casas luxuosoas e até fábricas e hotéis. Levantamento preliminar feito pelo sindicato dos funcionários da extinta Cobel, hoje sob os domínios da Carhp, aponta para áreas penhoradas da empresa, esperando uma definição para sabe-se lá quando. ///