Política
TSE desmonta as coliga��es em Alagoas
Petrônio Viana Odilon Rios Repórteres A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que endureceu as regras da verticalização nos estados e municípios, atingiu em cheio as principais coligações majoritárias que disputam o governo de Alagoas. Na frente governista, liderada pelo senador Teotonio Vilela Filho (PSDB), candidato ao governo, a obrigatoriedade de reproduzir nos estados as alianças nacionais para presidente tirou do páreo seu já anunciado candidato a vice, o peemedebista José Wanderley, e o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), candidato sub judice ao Senado. ### Aliança branca não vai ajudar no Estado Para o advogado eleitoral Marcelo Brabo Magalhães, a decisão ?engessou ainda mais? as eleições. ?Se o PFL se coligar com o PSDB, então embaixo [nos estados] também tem que haver coligação entre PFL e PSDB?, apontou. Ao contrário de Soares, Magalhães acredita que o PTB e o PMN não serão prejudicados com a medida. ?Eles não têm candidatos a presidente?, ressalta. ?Mas, não pode haver coligação entre PSDB e PMDB. O PDT, se desistir da disputar a Presidência da República, poderá apoiar o PMDB e o PT?, enfatiza. ### Nonô: ?Maior beneficiado foi Lula? O vice-presidente da Câmara dos Deputados, José Thomaz Nonô (PFL), disse que o destino do seu partido poderá ser definido hoje, em reunião da Executiva Nacional, às 9h30, em Brasília. Entre os itens na pauta, a provável saída do PFL da coligação com o PSDB, do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. ?O impacto foi grande em todos os partidos. Houve a invasão na Câmara [dos sem-terra] e a invasão do TSE. A última foi muito pior?. ### Proporcionais esperam por convenções O endurecimento da regra da verticalização das coligações partidárias, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite da última terça-feira, na opinião do deputado federal Rogério Teófilo (PPS), vai ?zerar o jogo? das articulações que estavam sendo feitas nos estados para as eleições deste ano. O parlamentar avalia que os diretórios de todos os partidos nos estados deverão aguardar as determinações e definições nas esferas nacionais, com as convenções de junho. A verticalização, para o deputado, teria deixado de ser ?virtual? para se tornar ?real?. ### Decisão embola eleição para estadual e federal O vereador Cristiano Matheus (PFL), pré-candidato a uma vaga na Câmara Federal, considera que saiu ?completamente prejudicado? pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez que agora só poderia se coligar com o PSDB do senador Teotonio Vilela Filho, o que não está nos planos do PFL, que já havia firmado acordo com o PTB de João Lyra. ///