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Cortes no or�amento v�o paralisar avi�es da FAB

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Brasília ? A partir de segunda-feira (03), os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), até mesmo os que fazem o transporte de autoridades, deverão deixar de voar por causa dos cortes no orçamento da Aeronáutica. A redução de gastos atingiu quase R$ 400 milhões. No Exército, a situação não é diferente e na próxima semana, os quartéis deverão adotar uma jornada diária de trabalho de apenas meio expediente. A Marinha suspenderá a manutenção das embarcações. Os aviões de patrulha Tucano que, na semana passada, participaram da Operação Tapuru, na região amazônica, e foram deixados em São Gabriel da Cachoeira (AM) para reforçar, temporariamente, a fiscalização da área, ficarão naquela cidade, mas não poderão voar. O Comando Militar da Amazônia (CMA), que coordenou a Operação Tapuru e, portanto, ainda acompanha o deslocamento dos aviões na região, informou que não tem condições de confirmar a ordem para os aviões não decolarem por causa dos cortes, mas que também não podia desmentir. Na visão dos militares, os cortes vieram numa hora problemática. Eles lembram que a Operação Tapuru mostrou a necessidade de patrulhamento constante na Amazônia, principalmente a partir de agora, uma vez que Áàlvaro Uribe foi eleito novo presidente da Colômbia e declarou guerra aos traficantes e à guerrilha. Anúncio Os anúncios oficiais das medidas provenientes dos cortes só serão feitos depois de sexta-feira (31), quando o ministro da Defesa, Geraldo Quintão, retornar da viagem que faz a Portugal. O presidente Fernando Henrique Cardoso foi informado da irritação e da preocupação dos militares com a redução forçada de gastos. Mas, de acordo com um dos auxiliares mais próximos dele, avisou que não há o que fazer. ?Sem a aprovação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), não há como reverter nenhum dos cortes?, teria afirmado o presidente, ao saber do descontentamento. Na avaliação do presidente, sem a CPMF, não há argumento que sensibilize o governo porque não há de onde tirar o dinheiro. Nas Forças Armadas, os cortes chegaram a R$ 930 milhões. Para cumprir a determinação da área econômica do governo as Forças Armadas terão de adotar medidas dolorosas. ?Se permanecer esta determinação, as conseqüências serão drásticas?, previu um oficial-general, ressaltando que a vigilância de fronteira ficará ameaçada.

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