Política
Bandas perdem com fim de showm�cios
| DIVA ALBUQUERQUE Repórter O fim dos showmícios em campanhas eleitorais está provocando um prejuízo médio financeiro de 60% no mercado artístico-musical no Estado. Bandas de forró, axé e pagode, que se prepararam antecipadamente para tocar em campanhas, estão irritadas com a determinação da legislação eleitoral que proíbe a apresentação de shows e artistas em comícios eleitorais. A campanha eleitoral, até 2004, era o principal filão de trabalho para o setor artístico musical no Estado. Empresários e músicos afirmam que em época de campanha a maioria das bandas realizava uma média de 20 a 25 apresentações por mês durante os comícios eleitorais. Com a proibição, esse percentual chega a no máximo 12 apresentações, isso para bandas de expressão no mercado. ### ?Setor perde grande fatia do mercado? A proibição de eventos artísticos em comícios atingiu a todos os setores do mercado musical. Além de empresários e músicos, o pessoal que trabalha com a montagem de palco, iluminação e técnica também sofreu com a medida. Levi Nogueira de Freitas, dono da empresa Levi Palcos Ltda, conta que comprou R$ 170 mil em equipamentos para montagem de palcos e está com um prejuízo que vai levar seis meses para recuperar. ### Novas regras põem fim a era do comício eleitoral A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em acabar com os showmícios, indiretamente pôs fim aos comícios em Alagoas. Passado um mês desde que foi liberada a campanha eleitoral, nenhum candidato realizou comício e, segundo assessores de campanha, não há previsão para realização deles. A causa principal é que, nos últimos anos, a principal atração nesses eventos não era o candidato, mas a apresentação de bandas artísticas contratadas para se apresentarem durante o comício. ///