Política
CPI denuncia Caldas e livra Ribeiro e Lira
PETRÔNIO VIANA Repórter O deputado federal João Caldas (PL), denunciado na relação final da CPI que investiga fraudes na venda de ambulâncias a partir de emendas parlamentares ao orçamento da União, convocou uma entrevista coletiva para a manhã de hoje, na qual pretende apresentar seus argumentos para o imprensa local. Caldas foi o único da bancada alagoana entre os 72 nomes que compõem a lista final da CPI, que será encaminhada para a mesa diretora da Câmara Federal e, provavelmente, remetida ao Conselho de Ética da Casa, junto com pedido de cassação de mandato. No início das investigações da ?máfia das sanguessugas?, como ficou conhecido o esquema de corrupção depois da operação da Polícia Federal, batizada com o mesmo nome, mais de 100 parlamentares chegaram a ser citados nos depoimentos dos envolvidos. ### CPI pede cassação de 12% do Congresso Adriano Ceolin Letícia Sander Ranier Bragon Folhapress Brasília ? Quase dois meses após sua criação, a CPI dos Sanguessugas aprovou ontem relatório que pede a cassação do mandato de 69 deputados federais e três senadores por suposto envolvimento na fraude das ambulâncias. É a primeira vez na história do País que um grupo tão grande de parlamentares ? 12% do Congresso ? é acusado formalmente de participação num caso de corrupção. As propinas pagas aos deputados e senadores somariam pelo menos R$ 9 milhões, sendo que o suposto parlamentar mais agraciado, o deputado Lino Rossi (PP-MT), teria ficado com um terço, R$ 3,1 milhões. ### Punição será inelegibilidade por 8 anos Brasília ? O julgamento no Congresso, porém, é de natureza política. Acarreta no máximo a cassação do mandato e a inelegibilidade de oito anos a partir do fim da legislatura. Dos 90 investigados pela CPI, 57 respondem a inquérito na Procuradoria Geral da República. O esquema dos sanguessugas veio à tona em maio, por meio de operação da Polícia Federal. Segundo as investigações, a Planam se beneficiaria desde 2001 de recursos federais ao vender ambulâncias e equipamentos médicos superfaturados a prefeituras. As verbas eram alocadas no Orçamento da União por meio de emendas de congressistas, que receberiam propina média de 10%. |AC, LS e RB ///