Política
Collor prega novas id�ias para Alagoas
CELIO GOMES Editor Geral A semana que passou foi marcada pelo fato político mais importante até agora na campanha eleitoral: a entrada de Fernando Collor de Mello na eleição. O ex-presidente registrou sua candidatura a senador pelo PRTB, depois de ?insistentes pedidos de vários segmentos da sociedade, assim como de prefeitos, deputados e lideranças políticas de todo o Estado?, disse Collor. O ex-presidente volta à cena política afirmando estar convicto da vitória na disputa pela única vaga ao Senado. Ele nega que tenha se decidido a concorrer depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou inelegível o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), que também concorre ao Senado. ?Não entro em disputa para ser segundo, estou na disputa para ganhar no voto?, afirma. A menos de um mês para a eleição, o ex-presidente afirma que é tempo suficiente para mostrar suas propostas e ?reencontrar o eleitor nas caminhadas por Alagoas?. ### Candidato defende projetos para empresas e turismo Para convencer o eleitor na disputa pela vaga de senador, o discurso de campanha de Fernando Collor está baseado ?nas propostas que venham criar novas oportunidades e combater as injustiças sociais, que impedem uma adequada distribuição de renda?. Para ele, como senador, poderá defender os projetos que mais ajudem o Nordeste e Alagoas. ?Temos de ter propostas no Congresso que facilitem, por exemplo, a instalação de indústrias em nosso Estado. Nos últimos anos, verificou-se o contrário. Perdemos empresas para outros Estados e geramos desemprego?. CG ### ?Boca maldita? acirra a guerra eleitoral | PETRÔNIO VIANA Repórter As especulações, boatos, indefinições e a troca de ofensas pessoais entre os muitos candidatos que disputam as vagas na Câmara Federal, no Senado, na Assembléia Legislativa do Estado (ALE) e no Palácio Repúlica dos Palmares, têm monopolizado as conversas em diversos locais de Maceió onde se reúnem empresários, profissionais liberais e trabalhadores de diversos segmentos. São as já conhecidas ?bocas malditas?, onde a eleição é assunto do momento, seja comentando as notícias da imprensa, até os boatos que ?pipocam? todos os dias. São taxistas, aposentados, jovens e velhos anarquistas, desempregados e até o ?grand monde? social. À boca pequena, sai de tudo nessas rodas, dos cafés dos shoppings aos bancos das praças. ### Taxistas puxam uma boa prosa eleitoral No ponto de táxi localizado na praça da Estação Ferroviária, a discussão sobre a campanha eleitoral é animada. Na opinião dos taxistas, a vitória do deputado federal João Lyra (PTB) para o governo do Estado estaria assegurada, mas não devido ao seu carisma como candidato ou aos seus aliados de peso. ?O Lyra vai ganhar porque tem o poder [financeiro]. É muito difícil que isso não aconteça. A campanha do Téo [Vilela, senador, PSDB] está muito devagar e não tem tanto dinheiro. Em Arapiraca, por exemplo, Lyra chegou e abasteceu todos os carros e motos da cidade, só para todos participarem da sua carreata?, observa o taxista Reinaldo Mata. Ao seu lado, seu colega Antônio Raimundo Vieira lembra casos em que as pesquisas de intenção de voto estavam comprovadamente erradas. PV ### No café, empresários ?massacram? Lula No quiosque especializado na venda de cafezinho, localizado no térreo do Shopping Iguatemi, a disputa eleitoral é assunto obrigatório entre os freqüentadores assíduos do local, formado principalmente por comerciantes e profissionais liberais. A opinião geral é de que poucas mudanças devem acontecer até o dia das eleições. O que chama a atenção dos freqüentadores do café são as ?mentiras? apresentadas pela maioria dos candidatos. PV ### ?Para nós anarquistas é nulo ou nada!? No último reduto de ?revolucionários? alagoanos, na praça Dom Pedro 2º, em frente à Assembléia Legislativa do Estado (ALE), o descontentamento com os candidatos e com a campanha eleitoral é aparente. Na ?boca maldita?, os remanescentes da luta contra a ditadura militar, como o ?anarquista? Nô Pedrosa, não têm perspectivas para o próximo governo do Estado. As idéias apresentadas pelo grupo podem parecer fora de contexto, mas são sintomas do descrédito com relação às instituições e à classe política. ///