Política
Jingles eleitorais atacam sanguessugas
| NATÁLIA KOZMHISNKY Agência Nordeste Recife ? Estão nas ruas, na televisão, nos nossos ouvidos. Os jingles, peças de áudio publicitário usadas em campanhas eleitorais, têm os mais variados formatos e ritmos ? forró, reggae, rock, axé ? mas um único objetivo: ?grudar? na cabeça do eleitor uma determinada idéia sobre um candidato ou sobre um tema político. Por isso, haja carros de som rodando pelas ruas e imagens sempre felizes de candidatos no Guia Eleitoral sendo usadas como pano de fundo para as peças de publicidade. E tem sido assim faz tempo. O ?Lula-lá?, da campanha de 1989, é um desses exemplos. Dezessete anos depois, o jingle ainda é cantado e lembrado por muitos. No Nordeste, a cultura dos jingles é forte e vem crescendo a cada campanha. A importância dos jingles numa campanha pode ser em parte medida pelo alto custo que a peça publicitária possui. A campanha do candidato ao governo do Ceará Cid Gomes (PSB), por exemplo, chegou a desembolsar R$ 580 mil para a produção de jingle. ///