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Política

Candidatos enfrentam regras e proibi��o

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MÁRIO LIMA PETRONIO VIANA Editor de Política e Repórter A campanha para Governo, Senado, Assembléia Legislativa e Câmara Federal em Alagoas começou sob o impacto da minirreforma eleitoral, que proibiu showmícios, distribuição de camisetas e brindes, mas chega na reta final com o ?liberou geral? pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu baixar a guarda e deixar o eleitor votar hoje com a camisa, o button e o boné do candidato. Fora as regras e proibições, as eleições em Alagoas foram marcadas por episódios de violência política, como o assassinato do prefeito de Roteiro, Edvaldo dos Santos, e mais dois assessores, há três semanas; denúncias de compra de votos, até agora não comprovadas, e a presença do Exército em 20 municípios. No jogo político-eleitoral deu de tudo. Sem showmícios, os candidatos tiveram que ?ralar? na busca do voto do eleitor, percorrendo quilômetros e mais quilômetros de ruas e avenidas. O velho modelo do corpo a corpo eleitoral ganhou força. ### Lenilda enfrenta crise no PT e candidatos pesos pesados A professora Lenilda Lima (PT) foi escolhida para disputar o governo do Estado dentro de um contexto conturbado, com denúncias de corrupção assolando o governo federal e a direção do partido no Estado. No dia do anúncio da candidatura de Lenilda, o presidente do PT em Alagoas, o deputado estadual e candidato à reeleição Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, apresentou documentação da Polícia Federal atestando que as movimentações bancárias do parlamentar não apresentavam irregularidades. |ML/PV ### Boa performance em debate faz Barbosa crescer no final O advogado Ricardo Barbosa disputa, pela segunda vez, o governo do Estado. No início do ano, o candidato transferiu sua filiação partidária do PSTU, partido com o qual ainda mantém boa relação, para o PSOL, legenda recém-criada pela senadora Heloísa Helena e por outros ?dissidentes? do PT, expulsos em 2003 por causa das inúmeras críticas, feitas publicamente, às medidas adotadas pelo governo federal. |ML/PV ### Intenção de votos só muda no final As pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado mantiveram uma tendência até o final da campanha eleitoral, quando o cenário começou a mudar. O deputado federal João Lyra (PTB) tinha a liderança entre o eleitorado desde a primeira pesquisa realizada pelo Instituto Gape. Com quase 50% das indicações e uma vantagem que chegou a vinte pontos porcentuais sobre o segundo colocado, o senador Teotonio Vilela Filho (PSDB), Lyra parecia ter garantindo a vitória já no primeiro turno. PV ///

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