Política
AL vota em disputa in�dita de usineiros
MÁRIO LIMA PETRÔNIO VIANA Editor de Política e Repórter Pela primeira vez na história do Império e da República, há 190 anos da emancipação política de Alagoas e 61 governadores depois, a cadeira do Palácio Floriano Peixoto - hoje Palácio República dos Palmares - é disputada por dois usineiros alagoanos, descendentes da oligarquia sucroalcooleira que há séculos domina a economia e a força produtiva locais. Os candidatos João José Pereira Lyra (PTB) e Teotonio Vilela Filho (PSDB) vão saber hoje, se não houver surpresas nas urnas, se a eleição termina no 1º turno ou se vão travar um ?duelo de titãs? no 2º turno. ### Um pernambucano que apostou em AL O deputado federal, industrial e advogado João José Pereira Lyra, de acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), baseado na prestação de contas do candidato, é o segundo entre os cinco candidatos mais ricos do País. Declarou bens no valor total de R$ 236 milhões, entre eles a ?menina dos olhos? do empresário, sua primeira unidade das quatro usinas que tem hoje (duas em Alagoas e duas em Minas Gerais), a Laginha, em União dos Palmares, com o valor declarado de R$ 196 milhões. ### Vilela: um tucano de ?carteirinha? O senador e economista alagoano Teotonio Vilela Filho (PSDB) já alcança sua terceira legislatura contínua como senador - a primeira há 10 anos - sendo presidente da casa durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. No TSE declarou uma renda de R$ 14,4 milhões, entre fazendas, apartamentos, ações da Usina Seresta e da Sococo - principais indústrias da família - e uma moto Harley Davidson no valor de R$ 50 mil, uma de suas paixões. ///