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Vender ou sanear Casal � desafio tucano

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Odilon Rios Repórter O futuro governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) tem pela frente um dos maiores ?abacaxis? que certamente vai enfrentar quando assumir: o que fazer com a deficitária Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), que ao longo de seus 40 anos de atividade acumulou um prejuízo hoje contabilizado em R$ 700 milhões. Ainda mais quando se sabe que os tucanos sempre apostaram na política de privatização, cultura herdada dos anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas será que Téo Vilela vai mesmo vender a companhia? Se aceitar a proposta, enfrentará uma onda de protestos da sociedade civil organizada. Se decidir continuar com a empresa funcionando e abastacendo o Estado, terá de administrar uma dívida impagável, além do sucateamento da companhia. ### Prefeituras são as maiores devedoras Os números da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) impressionam pelo volume. São 77 municípios abastecidos, 77,43% destes no Semi-árido ou, em números redondos, 405 povoados recebendo água distribuída para uma população abaixo da linha de pobreza. Relatório da companhia, de 2004, aponta para uma dívida de R$ 692.791.508. Apenas naquele ano, o prejuízo foi de R$ 46.111.788. Os processos judiciais, trabalhistas e tributários, em 2004, totalizavam R$ 171.393.517. ### Casal paga energia para puxar água A diretora de Políticas Sindicais do Sindicato dos Urbanitários, Conceição Freire, tem uma opinião diferente do diretor-presidente da Casal, Jorge Briseno, sobre a situação da companhia. Para ela, são os governos passados os principais responsáveis pelo endividamento da estatal. Porém, apesar da dívida de quase R$ 700 milhões, o débito pode ser renegociado. ### Alagoanos são contra modelo privatista A possibilidade de privatização da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) uniu a Igreja Católica, o Sindicato dos Urbanitários e a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), segmentos representativos da sociedade civil alagoana. As instituições prometem fazer barulho contra a possível privatização da Casal, de protestos no Centro de Maceió a até acampar diante do Palácio Floriano Peixoto, caso o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) decida pela privatização da companhia. Nem o diretor-presidente da companhia, Jorge Briseno, é a favor da privatização. ### Apesar dos problemas, AL é destaque no Pnud Um dos retratos vivos do sucateamento da Casal está na subestação do Conjunto José Tenório, Serraria. A falta de água é constante no local, mesmo com a estação cheia. Lá, se espera o funcionamento do sistema Pratagy, prometido como a redenção no abastecimento de água na capital. Apesar de estar defasado 20 anos. ///

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