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PFL fica fora da disputa para cargo de presidente

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Brasília ? A Executiva Nacional do PFL, reunida ontem cedo, em Brasília, oficializou a decisão de não lançar candidato próprio a presidente. Uma resolução assinada pelo presidente nacional do partido, senador licenciado Jorge Bornhausen (SC), e divulgada após o encontro, estabelece que a legenda não deverá participar de nenhuma coligação para a eleição presidencial deste ano. A executiva liberou as comissões executivas regionais para formalizarem qualquer tipo de coligação e autorizou os filiados a manifestar apoio pessoal ao candidato presidencial de sua preferência. O prefeito do Rio, César Maia, disse, ao sair, que não será necessário uma nova convenção partidária para ratificar as decisões tomadas ontem porque, segundo ele, prevalece a decisão da Executiva. Ele entende que só seria necessário uma convenção se o partido decidisse formalizar uma candidatura em âmbito nacional, o que não é o caso. ?Se, em consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), houver o entendimento contrário, a convenção será feita?, afirmou. A executiva divulgou, também, resolução estabelecendo normas para as coligações regionais. Liberação de verbas A partir do dia 12, assim que for aprovada pelo Senado, em segundo turno, a emenda constitucional que prorroga até 31 de dezembro de 2004 a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo vai retomar contatos para a liberação de verbas. Os cortes de R$ 5,3 bilhões poderão não ser suspensos na sua totalidade, mas o Palácio do Planalto vai abrir outras torneiras do Tesouro Nacional para agradar à base aliada. O principal alvo é o PMDB, que dia 15 fará convenção para confirmar ou não a aliança com o presidenciável tucano, senador José Serra (SP). Por isso, o governo não quer perder tempo. Assim que a emenda da CPMF for aprovada, terça-feira, o governo começará a autorizar os R$ 2,3 bilhões de gastos previstos no Orçamento de 2001 e até agora pendentes de liberação. São recursos relativos a obras que tinham o carimbo de irregular e foram regularizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCE), depois de algumas auditorias. Por isso, estão inscritos nos chamados restos a pagar e terão de ser autorizados até o dia 31 de julho.

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