Política
T�o enfrentar� poder paralelo na pol�cia
| ODILON RIOS Repórter Crimes que continuam insolúveis, policiais civis e militares respondendo a inquéritos sob acusação de assassinatos, parlamentares indiciados por envolvimento em pistolagem e narcotráfico, prisões superlotadas e penitenciárias sem a mínina segurança, fugas em massa e uma polícia científica e forense no tempo das cavernas. É neste cenário de atraso que o futuro governador Teotonio Vilela recebe o bastão de seus antecessores Luis Abílio (PDT) e Ronaldo Lessa (PDT), que ficaram no poder durante oito anos, mas não resolveram as questões básicas da segurança pública. ### PF sugere Avelino para Secretaria Caso o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) coloque em prática o plano de integração das atividades das polícias Federal, Militar e Civil para o combate ao crime organizado, os representantes destas categorias já possuem idéias montadas, incluindo até o trabalho em um mesmo prédio, com o compartilhamento de informações. Nenhum dos lados defende a extinção das polícias, mas atividades em conjunto, com melhoramento dos salários e das condições de trabalho. Eles concordam com uma força de segurança única no combate ao crime. ### Para começar, transparência e dinheiro Uma proposta para melhorar a integração do trabalho das polícias foi entregue pelo Sindicato da Polícia Civil ao futuro governo. Além da integração dos trabalhos, como defende os representantes sindicais da PF, os policiais civis querem a criação de uma central de ocorrências, que cobraria dos delegados mais atuação para solucionar furtos, roubos e homicídios. Nesta central, haveria o compartilhamento até de linhas telefônicas, acelerando a apuração de crimes. ### Só 5% dos crimes em AL são elucidados, aponta o NCCO Para o porta-voz do Núcleo de Combate ao Crime Organizado (NCCO), juiz Diógenes Tenório, o quadro da segurança pública ?é de caos?. ?Vivemos um quadro caótico na segurança pública, envolvendo delegados e políticos no crime?, apontou. Dados do núcleo concluem que apenas 5% dos homicídios são elucidados no Estado. O restante cai na gaveta do esquecimento. ///