Política
Sem-terra temem linha-dura na pol�cia
ODILON RIOS Repórter A indicação do general Edson Sá Rocha para a Secretaria de Defesa Social no futuro governo Teotonio Vilela Filho (PSDB) não agradou aos movimentos de sem-terra em Alagoas. A preocupação das lideranças é o estilo linha-dura do general. Rocha é o atual secretário de Segurança do governo da Bahia. ?Não temos muitas informações sobre ele. Mas, só o fato de sabermos que ele está vindo da Bahia, de um governo do PFL [Paulo Souto, governador], já nos preocupa sim?, disse o coordenador estadual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Carlos Lima. ?Ficou aquele sentimento de que indicando uma pessoa de fora para assumir a segurança pública alagoana, ninguém no Estado teria competência de assumir o cargo na Segurança Pública?, apontou o líder sem-terra. ### CPT quer Gerenciamento de Crise A reunião do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) aconteceu com três movimentos na semana passada: a CPT, o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) e Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL). ?Solicitei esse encontro porque quero que o diálogo entre governo e movimentos sociais em Alagoas seja transparente e constante?, enfatizou Vilela, depois da reunião. ### Movimentos não suspendem ocupações Apesar de reunião com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), os movimentos sociais que lutam pela terra em Alagoas não vão suspender as ocupações de terra ou deixar de fechar as principais rodovias alagoanas. Não descartam até voltar a ocupar o Porto de Maceió, como aconteceu no dia 30 de novembro, ou realizar passeatas na Avenida Fernandes Lima, incluindo ocupações de praças em Maceió e prédios públicos. ### A Agrisa, os sem-terra e um plano de governo No meio da briga por um pedaço de chão em Alagoas, os trabalhadores rurais sem-terra esperam, quase sem solução, o impasse envolvendo a usina Agrisa e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Entre lideranças sem-terra, a proposta é que o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) se pronuncie sobre o assunto. Enquanto enfrentam o silêncio momentâneo de Téo Vilela, eles prometem resistir se houver ordem de despejo contra eles das terras, pertencentes ao ex-prefeito de São Miguel dos Campos Nivaldo Jatobá. ///