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Laudo da Unicamp apresenta duas conclus�es

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O presidente do TSE, ministro Nelson Jobim, discorda da possibilidade de adulteração do voto informatizado. ?É inviável a chance de fraude no sistema eletrônico de votação?, disse. Jobim esteve no Congresso Nacional, no fim do último mês, entregando aos presidentes da Câmara e do Senado cópias do laudo da Universidade de Campinas (Unicamp) que atestaria a segurança das urnas eletrônicas. ?A questão da fraude é uma cabeça antiga pensando num sistema de voto tradicional?, disse o presidente do TSE, quando falou do assunto no Congresso. Munição O laudo da Universidade de Campinas sobre as urnas eletrônicas expôs as divergências dos especialistas sobre o sistema de votação. Divulgado no fim de maio, pelo Tribunal Superior Eleitoral, o trabalho era para ser um ?cala-boca? aos críticos das urnas eletrônicas, mas acabou se transformando em mais munição contra o sistema eletrônico. A auditoria foi encomendada pelo TSE ano passado, tão logo o ministro Nelson Jobim assumiu a presidência. O trabalho assinado por oito doutores traz uma detalhada descrição do processo de compilação dos votos. Confiável Na conclusão, os especialistas escrevem que o sistema brasileiro é ?robusto, seguro e confiável?. Parágrafos abaixo, contudo, dizem que ?a segurança e a confiabilidade do sistema brasileiro de votação ainda podem ser aprimoradas?. O laudo sugere oito procedimentos que remodelariam totalmente a segurança do sistema. Os resumos criptográficos dos arquivos seriam publicados no Diário Oficial da União e os códigos-fonte (espécie de DNA) dos programas seriam analisados por auditores independentes ao TSE. Propõe ainda a substituição do código de cifras pelo de assinatura digital, como forma de autenticação dos boletins de urna. A mudança deixaria Abin fora do processo eleitoral.

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