Política
T�o e professores n�o chegam a acordo
MÁRIO LIMA PATRÍCIA BASTOS Editor de Política e repórter Terminou em zero a zero o segundo embate entre governo e sindicalistas, travado na noite de ontem em mais um round de uma guerra onde o pano de fundo é o futuro da educação em Alagoas. O encontro, que começou às 17 horas, até o fechamento desta edição, às 23h30, ainda não havia acabado. ?Falei aos servidores que iria negociar até às últimas conseqüências para a formação de um consenso, que incluía a revogação dos três artigos do decreto que mexe no reajuste, e questões gerais da educação em Alagoas, e sua repercussão caso a greve continue?, disse o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, principal articulador entre governo e servidores, durante um dos intervalos da negociação. ### ?Governador não pode anular leis? Uma semana depois do início da greve na Educação, o acordo entre os servidores e o governo parece ficar cada dia mais difícil. Nem mesmo a folha complementar liberada ontem, com o reajuste retirado do salário de dezembro, fez o movimento retroceder. O governo atua em duas frentes: enquanto tenta negociar o retorno dos professores em sala de aula, a Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) autorizou a contratação de monitores para finalizar o ano letivo de 2006, uma vez que a contratação dos professores da reserva técnica e a realização de concurso para docentes também foram barradas pelo decreto 3.555. PB ///