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Política

Crise faz ressurgir movimentos sociais

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MÁRIO LIMA PATRÍCIA BASTOS Editor de Política e Repórter O início acidentado do governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB), com medidas antipopulares e de nítido perfil neoliberal, que atingiram em cheio o bolso do trabalhador, tiveram ?efeito bumerangue? para a gestão tucana. O movimento sindical e social alagoano veio à tona, com uma pressão comparada ao 17 de julho de 1997, que provocou a saída do ex-governador Divaldo Suruagy (PMDB) ? guardadas as devidas proporções. O Movimento Unificado dos Servidores (MUS) ressurgiu do marasmo que foi o fim dos governos Luis Abílio (PDT) e Ronaldo Lessa (PDT) seduzido ? no caso dos professores ? pela ?conquista? da isonomia, que depois se transformou em um pesadelo, com o decreto que cortou todas as vantagens. ### Desocupação da Sefaz divide sindicalistas Apesar dos sindicalistas garantirem que, mesmo com o pagamento do reajuste, o movimento está mais unido do que nunca, a desocupação da Secretaria da Fazenda provocou discórdia entre os líderes sindicalistas e as bases que ocupavam o prédio. Na saída, até um tapete vermelho para receber de volta a cúpula das finanças foi estendido, e inagurado pelo comandante PM Goulart, que passou em revista as ?tropas? grevistas. ### Sindicato diz que Téo caiu no descrédito Os efeitos da crise que se abate sobre o Estado devido aos cortes nos reajustes promovidos pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), de acordo com os movimentos sindicais, terão desdobramentos a longo prazo, porque os servidores já perderam a confiança no atual governo. ?O abalo na credibilidade do governador se aprofunda a cada dia em que ele não cumpre a sua palavra?, afirmou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal), Girlene Silva. ?Em 25 dias, Téo Vilela conseguiu acabar com a confiança do servidor público no governo?, ressaltou a sindicalista. PB ### Entidades dizem temer demissões Devido às medidas impopulares, o governo de Téo Vilela é taxado como neoliberal, em que o serviço público é penalizado em detrimento da saúde financeira do Estado. A palavra ?neoliberalismo?, é repetida várias vezes nos discursos inflamados das lideranças sindicais, que acusam o governador de tomar atitudes deixando o funcionalismo em segundo plano. |PB ### Mobilização aguarda novas adesões Além dos movimentos agrários, estudantis e sindicatos ? estes últimos ajudando a financiar a ocupação e a greve dos servidores ? esta semana a mobilização deve agregar outros segmentos da sociedade civil organizada, como estudantes secundaristas, pais de alunos, ONGs e outras entidades. ?Os atos do governador mexem com a estrutura da saúde, educação e segurança pública, por isso é uma luta da sociedade alagoana?, declarou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Isaac Jackson. PB ### Governo aposta em reviravolta da crise Ainda que a crise econômica tenha se agravado na última semana, com a falta de consenso entre o governo e os servidores e o atraso no pagamento do duodécimo dos poderes, o governo acredita que irá reconquistar a popularidade junto aos alagoanos. O ouvidor-geral do Estado, Claudionor Araújo, confia que essas ?perturbações? são passageiras e logo serão superadas por ações que irão prestigiar o servidor público. PB ### ?Estado vai dar uma arrancada? Além de superar a crise, o ouvidor-geral, Claudionor Araújo, acredita que o Estado já está dando os primeiros passos para uma ?arrancada no desenvolvimento?. Ele menciona a visita do ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, e da missão comandada pelo assessor especial da presidência, Vicente Trevas, como o início de uma nova fase para Alagoas. |PB ### Ouvidor age como ?bombeiro? para evitar conflito social Niviane Rodrigues Repórter Enquanto os servidores estaduais acampavam na porta da Secretaria da Fazenda de Alagoas e outro grupo ocupava o prédio, em represália ao decreto do governo Teotonio Vilela que cortou salários das categorias, uma figura conhecida nas hostes dos movimentos sindicais surgia como uma espécie de ?bombeiro? para tentar apagar as chamas da revolta provocada pela medida. O ouvidor-geral do Estado, Claudionor Araújo, mal teve tempo de assumir o cargo e logo foi escalado pelo próprio governador para dialogar com os manifestantes, evitar um desgaste ainda maior para o governo que mal começara e um conflito social. ### Órgão deve ganhar autonomia Passada a chama que praticamente paralisou o início da gestão Teotonio Vilela no comando do Executivo estadual, o ouvidor-geral do Estado pretende agora fazer valer seu papel de interlocutor entre o governo e a sociedade. Para isso, ele estuda a elaboração de um projeto de lei que transforma a Ouvidoria em órgão de Estado e não de governo. Na prática, isso significa dizer que a Ouvidoria deixa de funcionar como auxiliar do governador do Estado, para se tornar porta-voz da sociedade. ?Para isso, é preciso ter autonomia, não ter receio de agir e ser punido com a perda do cargo?, diz Claudionor Araújo. NR ///

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