Política
T�o altera lei mas n�o agrada servidores
| Patrícia Bastos Repórter Depois da greve dos servidores públicos, do veto na Assembléia Legislativa e da representação do Ministério Público junto à Procuradoria Geral do Trabalho, contra a anulação de 17 leis que concederam reajuste salarial para o funcionalismo desde abril do ano passado, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) não suportou a pressão e alterou ontem o decreto 3.555, publicado há duas semanas. Apesar de anular o corte de reajustes, a medida não deve acabar com a dor de cabeça do governo estadual. Os servidores repudiaram o novo decreto porque ele não garante o pagamento da isonomia para os professores, que devem decidir pela manutenção da greve hoje. ### ?Estado deve passar por guerra de liminares? As novas medidas tomadas pelo governo devem iniciar uma guerra de liminares entre os professores, que querem receber a totalidade da isonomia ? garantida pelo governo anterior, e o Estado, que argumenta não ter condições de pagar. Essa é a opinião do analista jurídico Adriano Soares. ?A questão é saber se existem recursos para pagar a isonomia. É preciso saber quem está com a verdade, se é o governador Teotonio Vilela Filho, que argumenta não poder pagar o reajuste, ou os ex-governadores Lessa e Abílio, que declararam que a verba existe?, declarou o advogado. ?Se for provado que não há dinheiro suficiente para o pagamento, o governo vence?, completou. ### Alterações mexem com vetos da ALE A atitude do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que publicou alterações no decreto 3.555 antes mesmo da ALE tornar público o veto à resolução, no Diário Oficial, foi vista como uma tentativa de enfraquecer as prerrogativas dos deputados. Ontem pela manhã, a assessoria do governo divulgou nota oficial afirmando que poderá recorrer à justiça contra os vetos derrubados pela ALE na última segunda, que anula o decreto 3.555 e exige que o governo determine a reintegração dos pedevistas ao serviço público, e aprove de imediato a nomeação de 16 delegados da Polícia Civil e o reajuste de salário dos deputados. ///