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Política

Governo T�o Vilela tem 71% de rejei��o

Niviane Rodrigues Repórter Um mês após conquistar por meio do voto popular o governo de Alagoas, numa campanha marcada por surpresa nas urnas e promessas de deixar “tudo azul” em Alagoas – com mudanças profundas que proporcionariam o tão sonhado des

Por | Edição do dia 04/02/2007 - Matéria atualizada em 04/02/2007 às 00h00

Niviane Rodrigues Repórter Um mês após conquistar por meio do voto popular o governo de Alagoas, numa campanha marcada por surpresa nas urnas e promessas de deixar “tudo azul” em Alagoas – com mudanças profundas que proporcionariam o tão sonhado desenvolvimento do Estado, o tucano Teotonio Vilela Filho (PSDB) se viu mergulhado no que provavelmente trata-se de um de seus maiores desafios: vencer a antipatia popular que o cerca logo no início de sua gestão. Ao adotar medidas consideradas radicais para cortar gastos públicos e administrar o que ele considera um “atoleiro”, o governador mexeu no bolso do servidor público e, numa única canetada, tirou dos trabalhadores reajustes salariais concedidos por seus antecessores, Ronaldo Lessa (PDT) e Luis Abílio (PDT). ### Líder tucano tem estréia sob pressão Senador por três gestões, Teotonio Vilela nunca havia assumido cargo de comando no Executivo. Considerado o grande líder do PSDB em Alagoas, ele teve livre acesso no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem é amigo pessoal. O próprio FHC esteve no fim do ano em Alagoas, e, de férias ao lado da mulher Ruth Cardoso, fez críticas a gestão dos ex-governadores Lessa/Abílio. FHC também se reuniu com a equipe do governo tucano para dar sugestões que, segundo ele, podem melhorar as condições de vida da população. ### Para 84%, Téo errou ao cortar salários Doze dias depois de assumir o comando de Alagoas, após voltar de uma viagem a Natal (RN), onde participou de uma reunião com os governadores do Nordeste, o governador Teotonio Vilela convocou a imprensa para fazer seu primeiro pronunciamento como chefe do Poder Executivo estadual, estrategicamente uma sexta-feira à tarde. Quando todos esperavam que Téo Vilela fosse falar sobre o resultado da reunião com os governadores, ele surgiu com uma “bomba” nas mãos: um pacote que, entre outras medidas, cortava os reajustes salariais dados de abril a dezembro aos servidores públicos por seu antecessor. ### Decepção, surpresa e insatisfação na cabeça do eleitor Decepcionados, insatisfeitos e surpresos é como se sentem 83% dos alagoanos em relação ao primeiro mês do governo Téo Vilela, segundo constatou a pesquisa Gape. Dos entrevistados, 9% estão satisfeitos com o novo governo de Alagoas, 4% não sabem e 3% não opinaram. Há tempos um governo não enfrentava tantas confusões e revolta popular logo no início da gestão. Os números da pesquisa de opinião do Gape comprovam isso. ### Sem isonomia, professor sai no prejuízo Sem acordo, os servidores invadiram o prédio da Secretaria da Fazenda, onde permaneceram durante uma semana. Saúde, Educação, Segurança Pública, serviços essenciais pararam, provocando um caos sem precedentes logo no início da gestão do tucano Téo Vilela. Somente depois da revogação de alguns itens do decreto, garantindo a manutenção do reajuste para as polícias Civil e Militar, e a Saúde, e o fracionamento da isonomia salarial condicionado a fundo de caixa, as categorias decidiram voltar. ### População reclama de medidas iniciais do governo tucano PATRÍCIA BASTOS Repórter A desconfiança da povo na atuação de Teotonio Vilela Filho (PSDB) no governo de Alagoas se traduz na falta de esperança de melhorias para o Estado durante os próximos quatro anos. A crise iniciada na primeira quinzena de janeiro, devido os cortes de salário do funcionalismo público, moderada com a retomada dos reajustes para todas as categorias – com exceção da isonomia para os professores com nível superior – atrapalha e muito a gestão do governador tucano. É o que o povo fala nas ruas. ///

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