Política
T�o dribla crise com agenda propositiva
| ODILON RIOS Repórter Abatido pela onda de protestos dos servidores da Educação e dos movimentos sociais, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) tenta sair da pressão com uma agenda propositiva, para que a administração não fique imobilizada, hipótese descartada com ênfase pela sua equipe de secretários de Estado . O problema da agenda de Téo é que ela é pautada quase que inteiramente pelo governo federal: as viagens a Brasília, a visita de ministros ao Estado, o repetido discurso das obras estruturantes ? também garantidas pela União. ### Medidas atingem construção civil As medidas de contenção de gastos e de transparência da administração, tomadas logo no início do governo Téo, entre elas a suspensão por 180 dias de qualquer licitação, vêm provocando reações no mercado da construção civil em Alagoas. Segundo dados do sindicato do setor, o Sinduscon, 70% das obras do segmento estão paradas no Estado. O motivo é a não-realização de licitações. A construção civil emprega 30 mil pessoas e realiza investimentos de R$ 100 milhões por mês dentro de Alagoas, dados do Sinduscon. ### Secretários mostram o ?serviço? Diante da crise, a equipe de secretários de Téo garante que suas pastas não estão paradas. Cada um deles defende, à sua maneira, obras ou ações nos primeiros dias de administração. O secretário de Infra-Estrutura, Adeílson Bezerra, por exemplo, diz que desde janeiro não é feita nenhuma licitação para obras no Estado. Porém, isso não vem atrapalhando o funcionamento da secretaria. ### Suruagy diz que Téo tomou medidas certas Se tem um fato que deixa o governador Teotonio VIlela Filho chateado, é fazer comparações entre o início de seu governo com o fim da gestão do ex-governador Divaldo Suruagy. Antes de acompanhar o discurso do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), na última sexta-feira, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Suruagy falou sobre a crise atual e comparou o começo do governo tucano com as dificuldades enfrentadas por ele, Suruagy, em sua gestão. O ex-governador não assistiu a todo o discurso de Téo Vilela. ///