Política
Longa mostra luta por redemocratiza��o
| Bleine Oliveira Repórter O jornalista e cineasta Jorge Oliveira voltou a Alagoas para mais um resgate histórico. Depois de Floriano Peixoto e Graciliano Ramos, dois personagens cuja vida já retratou em documentário, o cineasta filma a trajetória do alagoano Manoel Fiel Filho, assassinado em São Paulo, em 1976, na vigência do regime militar. A idéia de Jorge Oliveira é mostrar como este alagoano de Quebrangulo contribuiu para a redemocratização do País. Sua morte, lembra o cineasta, desencadeou o processo que levou ao fim da ditadura militar. ### Documentário deve conscientizar jovens Todos esses fatos serão mostrados no documentário ?Perdão, mister Fiel!?, do cineasta Jorge Oliveira. Dedicado exclusivamente ao cinema, depois de passar pelo jornalismo e pelo marketing político, Jorge quer contribuir para que a juventude atual conheça o passado. ?A garotada de hoje, mas também muita gente adulta, não sabe, por exemplo, o que foi a ditadura militar?, afirma ele, explicando a escolha de Manoel Fiel Filho como a memória a ser resgatada no seu mais novo filme. ### Vídeo inspirou título de longa-metragem O título do novo documentário de Jorge Oliveira, ?Perdão, mister Fiel!?, foi definido depois das pesquisas que o cineasta fez sobre o período ditatorial no Brasil. Esse levantamento levou-o a Nova Iorque, onde assistiu a um vídeo sobre a repressão política que o País vivenciou, e que é condenada por militantes de direitos humanos nos Estados Unidos. Os historiadores revelam que o golpe militar de 1964 foi ancorado no espírito da Doutrina da Segurança Nacional, disseminada a partir da National War College norte-americana. ///