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Collor denuncia farsa no processo de 1992

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GABRIELA GUERREIRO Folha Online Quatorze anos depois de passar pelo processo de impeachment no Congresso Nacional, o ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) fez ontem à tarde seu primeiro discurso como senador e disse querer ?passar a limpo? o episódio que resultou na perda de seus direitos políticos. O plenário do Senado, com 63 dos 81 parlamentares presentes, parou para ouvir as palavras do ex-presidente. ?Os episódios que aqui vou rememorar obrigaram-me a padecer calado e causaram mossas na minha alma e cicatrizes no meu coração. Fui acusado sem provas, insultado e humilhado durante meses a fio. Tive que suportar as agruras de acusações infundadas e a condenação antes mesmo de qualquer julgamento. (...) Hoje, passados 17 anos de minha posse na Presidência da República, volto à atividade política integrando esta augusta Casa, a mesma que a interrompeu por decisão dos ilustres membros que a compunham?, afirmou. ### Elogios e emoção marcam discurso | PAULO SÉRGIO VASCO GABRIELA GUERREIRO Agência Senado e Folha Online ?Só a democracia proporciona o espetáculo exuberante que estamos vivendo agora?. A afirmação foi feita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, ontem, em Plenário, após o encerramento do pronunciamento de estréia do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). ?É forçoso, forçoso mesmo, reconhecer que Vossa Excelência é hoje maior do que foi um dia?, disse Renan, depois de ouvir o discurso de Collor. ### Senadores defendem ex-presidente Diversos senadores interromperam o discurso do ex-presidente para elogiar sua postura de enfrentar as críticas quase 15 anos depois de ser afastado da Presidência da República. Primeiro senador a apartear Fernando Collor em seu pronunciamento, Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse que o ex-presidente foi anistiado pela Justiça e pelo voto popular, vez que foi eleito com cerca de 550 mil votos. O senador disse que o ex-presidente ?pagou um preço muito alto por seus erros, num País onde ninguém paga?. ///

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