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Nº 5647
Política Maceió,01 de Agosto 2017
Greve dos Rodoviários, corredor de ônibus no Centro de Maceió.

FOTO: DÁRCIO MONTEIRO

CENSO 2022: MAIS DE 60% DOS ALAGOANOS SE DECLARAM PARDOS

No Estado, brancos compõem 29,3%, pretos (9,6%), indígenas (0,8%) e amarelos (0,2%)

Por Tatianne Brandão | Edição do dia 23/12/2023 - Matéria atualizada em 23/12/2023 às 04h00

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados de cor e raça do Censo 2022, destacando uma mudança significativa no perfil étnico-racial da população brasileira. Em Alagoas, mais de 60% dos habitantes se autodeclararam pardos, superando a média nacional de 45%.

Os números apontam que Alagoas soma 1,9 milhão de pardos, representando 60,4% da população, ou, em números absolutos, 1.887.865 pessoas. A média nordestina é de 59,3%.

Os brancos compõem 29,3% e somam 915.400 pessoas; pretos (9,6%), indígenas (0,8%) e amarelos (0,2%) integram as demais categorias étnico-raciais de AL, totalizando 10,6%.

A tendência de crescimento do grupo pardo foi mais discreta em comparação com o Censo de 2010, registrando um aumento de 0,5%. A população alagoana total variou +0,2% entre 2022 e 2010.

O padrão se mantém em quase todos os municípios alagoanos, onde a predominância é de população parda. Pariconha é a exceção, apresentando maior pertencimento étnico indígena. Nos demais, o percentual de pardos vai de 54,37% (Maceió) até 78,18% (Água Branca).

O município com maior porcentagem de pessoas autodeclaradas brancas em AL é Chã Preta (36,7%), que é seguido por Ibateguara (35%) e São Sebastião (35%). A capital, Maceió, está na 7ª posição do ranking, com cerca de 34% de população branca

A maior proporção de pessoas pretas está em Palestina, onde estes representam 20,42% da população total e são o segundo maior grupo étnico-racial do município.

Palestina, conforme já divulgado por outros dados do Censo 2022, também possui a maior proporção de pessoas que se consideram quilombolas no estado – quase 34% da população total.

O maior percentual de amarelos (asiáticos) está em Jacuípe (0,9%) e a maior proporção de pessoas que se declaram de cor ou raça indígena está em Pariconha (45,4%).

ENVELHECIMENTO

Alagoas segue a tendência nacional de envelhecimento da população. O índice de envelhecimento da população preta é o mais elevado, atingindo 109, enquanto os brancos têm um índice de 58. Isso significa que há 109 pessoas pretas idosas para cada 100 jovens. O Estado também segue a média nacional no aumento da idade mediana, com a população preta atingindo 36 anos.

Brancos, com 58 idosos a cada 100 jovens, são a segunda população mais envelhecida. Em seguida, surgem as populações parda (52,45) e amarela (50,14). A população mais jovem do estado é a indígena, que tem índice de envelhecimento de 42,53 – cerca de 42 idosos a cada 100 jovens.

O processo de envelhecimento da população é evidente em Alagoas, seguindo uma tendência nacional observada no Censo 2022. A idade mediana, que separa a metade mais velha da metade mais jovem da população, aumentou.

Enquanto a média nacional atingiu 35 anos em 2022, em Alagoas, a população preta se destaca com uma idade mediana de 36 anos, superando a média geral do estado, que é de 32 anos. Os demais grupos étnico-raciais apresentam idades medianas inferiores: brancos (31), pardos (31), amarelos (30) e indígenas (28).

Ao analisar a proporção de gênero, a população amarela em Alagoas se destaca por ter a menor presença masculina entre os grupos étnico-raciais.

Essa categoria apresenta a menor razão de sexo do estado, calculada em 67,02.

A razão de sexo, semelhante ao índice de envelhecimento, indica a quantidade de homens a cada 100 mulheres. Para a população amarela em Alagoas, isso significa que há 67 homens para cada 100 mulheres. Em contraste, brancos (88,18), pardos (91,04) e indígenas (98,08) têm uma menor proporção de homens.

A exceção ocorre na população preta, com aproximadamente 110 homens para cada 100 mulheres, uma característica que se repete na média nacional.

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