loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 24/07/2026 | Ano | Nº 6274
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

BRASKEM SÓ FOI MULTA 3 ANOS APÓS DESCUMPRIR DETERMINAÇÕES

Ouvir
Compartilhar

Documentos do Ministério de Minas e Energia obtidos pelo colunista Carlos Madeiro, do portal de notícias UOL, mostram que a Agência Nacional de Mineração (ANM) somente aplicou multas à Braskem por “não tomar as providências indicadas pela fiscalização dos órgãos federais” três anos depois do descumprimento das providências.

As multas são referentes ao monitoramento de afundamento de solo e das cavidades subterrâneas entre 2016 e 2018, em Maceió. A multa também ocorreu um mês depois de a empresa ter a licença de mineração suspensa (em maio de 2019). Isso ocorreu quando o SGB (Serviço Geológico do Brasil) apontou a mineração de sal-gema como causa do afundamento do solo de Maceió.

A mineradora ainda não pagou as multas. A empresa espera a análise do último recurso da direção da ANM. Cada penalidade foi de R$ 5 mil. Na última quinta-feira (21), a PF (Polícia Federal) deflagrou uma operação para investigar se a petroquímica omitiu ou falsificou dados referentes ao monitoramento do afundamento do solo. A empresa explorou sal-gema no subsolo da capital alagoana entre 1976 e 2019.

Os documentos a que o UOL teve acesso mostram as sete autuações que constam como anexo em uma queixa-crime que as vítimas entraram na Justiça Federal de Alagoas cobrando punição à empresa e a autoridades responsáveis por liberar a exploração da área.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

As multas foram aplicadas porque a ANM exigiu que a empresa apresentasse, mas não o fez: programa de monitoramento sistemático de subsidência em diferentes pontos da área de concessão de lavra, de forma a confrontar as previsões de subsidência de modelos e programa de monitoramento de dano no interior das cavernas, por meio de perfil sônico, de forma a possibilitar a avaliação da estabilidade das paredes e tetos das cavernas, devendo realizar campanha anual para os poços mais recentes (até cinco anos) e a cada dois anos para os poços mais antigos (mais de cinco anos).

Segundo as sete penalidades, a Braskem não atendeu à ordem de apresentar um programa de monitoramento de subsidência entre 2017 e 2018; e nem o programa de monitoramento do interior das cavernas entre 2016 e 2018.

LIMITES

A ANM explicou que o Código de Mineração e o Regulamento do Código definem os limites máximos, “que à época não chegavam a R$ 4.000”. Ainda segundo a agência, apenas após o desastre em Brumadinho (MG) é que o Congresso Nacional modificou as regras e passou a prever multas que podem chegar a R$ 1 bilhão.

A agência estatal diz que os dados apresentados pela mineradora indicavam estabilidade do terreno. Portanto, a ANM só tomou conhecimento dessa situação em 2018, o que foi confirmado por meio de estudos de interferometria (que detecta ondas gravitacionais) realizados em 2019, primeiro pelo SGB e depois pela Braskem.

Ao UOL, a Braskem alegou que “realizou os sonares pertinentes, sob a perspectiva técnica e de acordo com as características da sua operação, atendendo a padrões internacionais aplicáveis para atividades similares e as recomendações das consultorias contratadas à época para apoiá-la nos estudos”.

Além disso, a mineradora diz ter realizado estudos completos de sonares em todas as cavidades dos poços de extração de sal-gema desde o final de 2018 e entregou os resultados à ANM, na medida em que foram concluídos. A empresa reafirmou que a subsidência da região vem sendo monitorada ao longo dos anos, com o compartilhamento periódico dos dados e informações aos órgãos públicos competentes.

Relacionadas