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Nº 5655
Política

Cientista política diz que disputas municipais têm estratégia própria

Para Luciana Santana, contexto nacional também conta, mas não é a principal influência

Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 06/01/2024 - Matéria atualizada em 06/01/2024 às 04h00

Para Luciana Santana, estratégias dos partidos para as eleições deste ano dependem do contexto político de cada município

A sucessão municipal começou já nas primeiras horas de 2024. O contexto político, com a presença das fake news, disputa entre direita e esquerda, ainda está muito acirrada, mesmo com a vitória do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para a professora da Ufal e cientista política Luciana Santana, é nesse contexto que os partidos estão sondando suas bases, tentando definir nomes e até identificar falhas dos adversários. Ela reconhece que o contexto nacional se mantém ativo, mas não deve ser a principal influência.

“Os grupos políticos já começam a organizar suas bases, sondar os atores políticos com mais competitividade, buscam fatos e informações que podem melhorar a situação do grupo ou ‘atrapalhar’ a vida dos adversários”, avalia Luciana. “Será uma eleição municipal e, como tal, está mais focada em estratégias para atender às demandas da cidade. Convencer o eleitor sobre suas propostas para substituir o atual gestor ou exaltar realizações da atual gestão”.

Por causa do perfil fragmentado da disputa, a pulverização do voto espalhado por uma centena de cidades faz com que em cada uma delas existam apoios, acordos com base na correlação de forças locais. Então, não há uma estratégia única a ser seguida, mas sim um conjunto de ações que possam influenciar a escolha do eleitor.

“As estratégias são variadas, depende muito do contexto de cada município, se há possibilidade de o prefeito ser reeleito ou não, como os grupos estão articulados e quem são os apoiadores”, confirmou Luciana.

Ela alerta, porém, para um detalhe. É que, como o governo federal tem influência direta na relação com o eleitorado por causa dos programas sociais e os repasses constitucionais para os municípios, não se pode ignorar que exista uma interferência de algum modo. Por isso, a cientista política avalia que o fato de Lula ter chegado pela terceira vez à Presidência possa ter algum peso também no processo.

“Vimos o peso do presidente isso em vários cenários anteriores. Em 2004 e 2008, houve aumento do número de prefeituras administrativas pelo PT. Atualmente a situação do PT é mais delicada por toda a conjuntura nacional, mas a expectativa é que o partido melhore sua situação em relação a 2016 e 2020. O que explica isso? Êxito de programas federais que chegam à população, relação do partido com bases locais, desempenho do governo e melhora na economia”, concluiu..

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