Política
Servidores lamentam ter que largar emprego fixo
| Carla Serqueira Repórter Desde que assumiu o governo, Teotonio Vilela Filho (PSDB) adota o discurso de ?cortar da própria carne? para recuperar as finanças do Estado, entregues pelo ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), segundo ele, com rombo de R$ 400 milhões. Só que algumas medidas implantadas para ?salvar? os cofres públicos, nos seus primeiros meses como chefe de Estado, foram as mais impopulares possíveis, porque mexem no bolso do funcionalismo. Primeiro, atingiram os professores, os policiais e os servidores da saúde que tiveram os reajustes suspensos em janeiro. ### Lista deve crescer com novos cruzamentos Marcelo Casado, presidente da Comissão Permanente de Acumulação de Cargos, afirma que não há previsão para repor os servidores que pedirem exoneração de suas funções no Estado. ?Isso aí é com o governador?, disse ele, ao fazer um apelo para que todos os funcionários públicos que tiveram os nomes publicados no Diário Oficial, dia 2 de abril, compareçam à Secretaria Estadual de Administração. ?Quem não vier, terá os salários bloqueados?, alerta, calculando que o Estado vai economizar, no mínimo, R$ 200 mil mensais depois das exonerações. ### Plantonistas se recusam a abrir mão de serviço Um grupo de auxiliares de enfermagem se reuniu às pressas na última quarta-feira, dia 11, na sede do Sindicato dos Servidores da Saúde do Município. Elas se dizem indignadas com a atitude do presidente da Comissão Permanente de Acumulação de Cargos, Marcelo Casado, que diz que o único caminho para elas é pedir exoneração. As servidoras acusam o governador de estar perseguindo os servidores. Na reunião, elas discutiram a possibilidade de entrar em conjunto na Justiça para garantir os empregos. ///