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Terceiriza��o da merenda vira pesadelo para prefeito

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| Odilon Rios Repórter O contrato firmado entre a Prefeitura de Maceió e a empresa SP Alimentos e Serviços, de São Paulo, que garantia a terceirização da merenda escolar na capital, transformou-se em um pesadelo para o prefeito Cícero Almeida (PP). O contrato foi firmado em caráter emergencial no dia 8 de junho de 2005, com um valor de R$ 36 milhões por um período de dois anos, para atender a 13 mil alunos de 101 escolas e creches da rede municipal, e foi rompido em novembro do ano passado, por decisão da prefeitura. Servido pela SP Alimentos, o valor de cada prato de merenda passou de R$ 0,37 para R$ 1,14. ### Cada prato sujo valia uma refeição A presidente do Conselho Estadual da Merenda, Nilza Ribeiro, diz que nunca concordou com a terceirização da merenda. Para ela, com o dinheiro gasto ?a comida poderia ser até caviar? ? uma especialidade culinária cara ? nas escolas. ?Claro que as crianças merecem uma ótima alimentação, mas o cardápio não era variado ou caro, como arroz e feijão?, conta. ?Havia o critério do prato sujo, que era contabilizado como refeição. Professor que comesse a merenda, eram contados dois pratos sujos, mesmo que comesse um, porque era o acordo. ### Prefeitura e MP tentam romper contrato O processo de terceirização da merenda escolar ?estourou? como uma bomba nas mãos do prefeito Cícero Almeida no dia 29 de maio do ano passado. Naquela segunda-feira, por determinação do juiz Emanoel Dória, da Fazenda Pública, o prefeito acatou uma ação civil pública movida pelo Ministério Público (MP) Estadual contra a terceirização da merenda. A partir dali, foi declarada uma guerra entre o prefeito e o MP. Almeida incitava os pais a irem às portas do Ministério Público cobrarem a merenda; o MP por sua vez cobrava o valor enviado pelo governo federal para subsidiar a merenda. ### Projeto regulariza passeio de jangada Da Redação Na próxima terça-feira, a Câmara de Vereadores de Maceió deve levar à votação o Projeto de Lei que dispõe sobre o ordenamento do passeio de jangadas nas piscinas naturais da Praia de Pajuçara. O tema foi debatido na última sexta-feira na sede da Procuradoria Geral do Município, em reunião da Secretaria Municipal de Promoção do Turismo (Semptur) com órgãos municipais envolvidos no trabalho. ///

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