Política
PM reage a controle externo e diz que proposta fere lei
| Odilon Rios Repórter A criação de uma supercorregedoria para o controle das polícias dominou a reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), ontem, no Palácio República dos Palmares. A proposta dividiu a Polícia Militar, a Secretaria de Defesa Social e o Tribunal de Justiça. O comandante da PM, coronel Rubens Goulart, reagiu à idéia. Ele diz que a proposta, cujo autor é o juiz da 17ª Vara Criminal, Alberto Jorge, esbarra em um problema jurídico: ?Há certos fatores na legislação, tanto da Polícia Civil quanto da PM, que estabelecem diferenças. Terão de haver modificações na legislação ou se verificar estas questões?, apontou o comandante. ### Almagis cobra ações firmes do GGI Na reunião de ontem do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) ficou decidido que a área de segurança pública vai comandar, nos fins de semana, o projeto Cidadela, uma idéia criada na gestão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), prevendo a abertura de escolas nos fins de semana. O objetivo principal é diminuir os índices de violência em áreas com alto número de homicídios. Outra proposta é a identificação dos coletes e capacetes, que será entregue ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para análise. A lei seca, limitando o horário de funcionamento de bares e restaurantes, também foi aceita pela maioria dos membros do GGI. ### Sá Rocha defende PMs grevistas Sobre o aquartelamento de 48 horas feito pela Polícia Militar no último fim de semana, o secretário de Defesa Social, general Sá Rocha, evitou polemizar. Não defendeu a punição dos militares e descartou o caráter político do movimento. Para Sá Rocha, a ação não existiu de fato. ?Não precisa dar ordem [para punição]. O comandante da polícia tem competência legal para tomar as medidas disciplinares que o caso requerer. Não defendo e nem quero que ela aconteça [a punição]. ///