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Alagoanos n�o acreditam nas promessas de candidatos

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CAÍQUE MARQUEZ / EDITOR DE POLÍTICA Eleitores alagoanos analisam as propostas dos candidatos à Presidência para o Nordeste e se dividem na escolha de uma prioridade, diante de tantos problemas na região. Muita gente não acredita que o presidente eleito irá cumprir as metas estabelecidas, em campanha, para a região. O estudante de Publicidade, Roberto Barbosa, aposta na questão agrária como o ponto forte da campanha presidencial. Porém, ele acha que após a eleição, as promessas cairão no esquecimento. ?O Nordeste é uma região pobre, mas com grandes chances de crescer, as propostas dos candidatos devem ser baseadas no desenvolvimento deste potencial. Entretanto, é de fundamental importância que as metas sejam realmente cumpridas?, afirmou Roberto. Fabiana Soares, psicóloga alagoana, concorda com Roberto Barbosa e afirma que é a fome um dos grandes males deste século em todo o mundo. ?Acabar com a fome será um desafio para qualquer candidato que chegar à presidência. O problema deve ser encarado com extrema seriedade para ser vencido?, concluiu Fabiana. A eleitora Cíntia Paiva, estudante de Jornalismo, acredita que só com o fortalecimento econômico, o Nordeste se firmará socialmente. ?Acho que é preciso enfatizar a importância do turismo, que pode ser uma das nossas maiores fontes de progresso. Possuímos belezas naturais incomparáveis, elas devem ser aproveitadas com muita responsabilidade. Os políticos devem parar de prometer e começar a fazer algo de concreto para o benefício da região?, afirmou Cíntia. Crianças A eleitora defende ainda uma atenção especial para as crianças nordestinas. ?É preciso tomar medidas emergenciais de combate à fome e a todo tipo de exclusão social. Nossas crianças, principalmente as que vivem no interior, precisam de cuidado, pois a desnutrição e a subalimentação trazem conseqüências incalculáveis para o resto de suas vidas?, concluiu Cíntia Paiva. O eleitor Ricardo Ramirez, músico e empresário, considera a seca um problema chave desta área do país e acredita que a solução para o drama da seca só depende de vontade política. Segundo ele, se o presidente eleito quiser, ele irá promover o tão sonhado desenvolvimento nordestino. ?A questão hídrica é essencial para que possamos atingir um nível de desenvolvimento razoável. Também precisamos de investimentos nas áreas de cultura e educação, pois somos um povo de inteligência, criatividade e talentos únicos, se fomos incentivados e bem aproveitados, engrandeceremos o Nordeste?, afirmou Ricardo. A empregada doméstica Arlete Silva afirma que a falta de água atrasa o desenvolvimento da região, mas ela não acredita que este problema será resolvido de forma definitiva. ?As pessoas prometem soluções, mandam carros-pipa, mas a água acaba e não temos o que fazer novamente. Eu não sei se terei água para beber quando acordar amanhã?, disse Arlete. Proposta O engenheiro Daniel Azevedo defende a proposta de tornar a questão nordestina uma responsabilidade federal. ?É preciso que o governo federal enxergue o Nor-deste como um todo, e abrace o ideal de vê-lo equilibrado econômica e socialmente?, afirmou Azevedo. A estudante Laís Moreira, que votará pela primeira vez este ano, ainda está indecisa sobre qual a melhor proposta para o nordeste brasileiro. ?Eu ainda não sei qual candidato realizará um trabalho mais específico na nossa região e acho que a maioria do eleitorado precisa analisar bem todas as propostas. As necessidades do povo nordestino são muitas, é difícil eleger uma prioridade?, afirmou a estudante.

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