Política
Entidades defendem unifica��o maci�a
Patrícia Bastos Repórter Acabou o tempo em que o Dia do Trabalho era um feriado aproveitado junto da família ou em manifestações que celebravam conquistas e reivindicavam o cumprimento da data-base. Em Alagoas, a luta hoje é pela manutenção de direitos adquiridos e por justiça salarial, provocada pela política de arrocho financeiro que marca esses primeiros meses de gestão do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). A primeira crise foi causada ainda no primeiro mês, quando o governador cortou reajustes de salários concedidos a todas as categorias de servidores públicos. ### Comemoração marcada por protesto Longe das grandes manifestações públicas comuns no Sudeste e Sul do País no 1º de maio, as centrais sindicais de Alagoas realizam eventos isolados no feriado do Dia do Trabalhador. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) organiza a corrida do trabalhador às 8h, com o trajeto de 5km entre os clubes Alagoinha, CRB e Alagoinha novamente, onde haverá premiação e apresentações culturais ao final do evento desportivo. Às 11h, os trabalhadores saem do clube e fazem uma caminhada até o Posto 7, na Jatiúca. Segundo o presidente da CUT, Izaac Jackson, será um evento de confraternização e protesto. ### Mercado de trabalho está mais restrito Se a situação dos trabalhadores não é boa, para os desempregados é ainda pior. O tempo passa, mas muito pouco muda no mercado de trabalho em Alagoas, mostrando que as promessas de desenvolvimento econômico invocadas a cada eleição nunca se tornaram realidade. As indústrias que fariam o Estado crescer, aumentar as vagas no mercado de trabalho e a economia como um todo nunca chegaram e o serviço público ? nas esferas federal, estadual, municipal e nos poderes Legislativo e Judiciário ? continuam sendo a tábua de salvação para a maioria das famílias alagoanas. ///