Política
Aprovados querem direito de prec�rios
| Patrícia Bastos Repórter Com a nomeação de 16 delegados precários ? alvo de uma batalha entre o governo do Estado e a Assembléia Legislativa ? outros aprovados no concurso público realizado na Polícia Civil em 2001 também buscam na justiça o direito de ser designados delegados de polícia. Mas possivelmente não terão a mesma ?sorte?. De acordo com o Diário Oficial (DO) da última sexta-feira, o Tribunal de Justiça indeferiu o mandado de segurança de dois deles. ### Nomeações provocam racha na Polícia Os candidatos do concurso de 2001 que buscam na justiça o direito de serem nomeados delegados da Polícia Civil reacenderam a discussão sobre os delegados precários, que acabou provocando um racha na categoria e que pode se tornar mais uma pedra no sapato caso os outros aprovados também ganhem o direito de serem nomeados. Desde o mês passado, 20 delegados se desligaram da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), por não concordarem com a filiação dos colegas novatos. Em uma reunião ocorrida no último dia 12 de abril, a briga entre os delegados veteranos e os nomeados no fim do ano passado quase chegou às vias de fato. ### Precários negam influência política O grupo de delegados nomeado nos últimos dias de 2006 argumenta que tem pleno direito de exercer a função. O argumento é de que a nomeação aconteceu de maneira legal, porque o grupo entrou na justiça antes do concurso prescrever. Quando acabou a validade da concorrência pública, o processo já tramitava e passou por várias instâncias, até o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar procedente a ação e determinar a nomeação dos 16 candidatos. ### Disputa judicial movimenta poderes Tanto os candidados que estão em busca da nomeação, quanto os delegados empossados no fim de dezembro terão que enfrentar posições contrárias na Justiça e no Poder Executivo. Antes mesmo do encaminhamento do desembargador Antônio Sapucaia, que indeferiu liminares de dois candidatos, o Ministério Público (MP) já havia entrado com uma ação civil pública no dia 24 de abril, pedindo a anulação do ato da Assembléia Legislativa do Estado (ALE) que manteve as nomeações. ///