loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Grupos distintos brigavam por verbas da Gautama

Ouvir
Compartilhar

GILVAN FERREIRA ODILON RIOS Repórteres O estouro da Operação Navalha, da Polícia Federal, que desbaratou uma suposta máfia que fraudava licitações em obras públicas, não envolve apenas secretários do governo Teotonio Vilela (PSDB). As investigações chegaram a medalhões do governo Ronaldo Lessa (PDT) e até ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Antônio Albuquerque (DEM), citado nas gravações. Ao contrário do que a polícia divulgou, de que as investigações começaram em novembro do ano passado, pelo menos em Alagoas as gravações tiveram início em abril e terminaram em setembro do ano passado, e fariam parte da Operação Octopus, depois se transformando na Operação Navalha. ### Seinfra: disputa interna por R$ 15 milhões de verbas A Construtora Gautama Ltda é a responsável pela macrodrenagem e da barragem de Duas Bocas/Santa Luzia no Rio Pratagy, em Maceió, através de um convênio celebrado entre o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria de Infra-estrutura, no valor total de R$ 77,7 milhões. No relatório da PF, é apontado que a Gautama teria executado uma parte da obra do Sistema Pratagy. Para a polícia, este cenário era propício para que a ?organização criminosa? agisse sem o aval da lei. ### Deputado teria encontro com Zuleido Nas gravações da Polícia Federal, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Antônio Albuquerque, aparece de forma bem diferente. Apesar de seu nome ser apenas citado nos diálogos, entre a diretora comercial da Gautama, Fátima Palmeira, e o então secretário de Infra-estrutura, Márcio Fidelson (chamado no relatório da PF de ?padrinho político? de Denisson), falaram sobre um suposto encontro, em Salvador, que teria a presença de Albuquerque. ### Limpeza no Cadim viabiliza propina A partir de 20/06/2006, a Polícia Federal passou a registrar conversas entre os membros do grupo da suposta organização criminosa para resolver o problema do Cadastro dos Inadimplentes (Cadim), dos devedores do governo federal. Com o problema, Alagoas não poderia receber mais R$ 15 milhões, novamente para o Sistema Pratagy, do Ministério da Integração Nacional. Desta vez, Alagoas estava no Cadastro dos Inadimplentes (Cadim) do governo federal, impedindo o Estado de receber o dinheiro. ### Operação da PF no Estado iniciou antes da Navalha Para chegar aos detalhes do esquema montado pelo empresário Zuleido Veras com o objetivo de receber ilegalmente recursos da implantação do Sistema Pratagy, a Polícia Federal investigou durante mais de um mês ? entre 19 de março de 2007 e 18 de abril de 2007 ? 41 pessoas entre sócios e funcionários da empresa, funcionários de outras construtoras, parlamentares, servidores públicos do Estado de Alagoas e do Poder Executivo Federal. ### PF flagra Zuleido criticando Alagoas Durante a investigação da Policia Federal, Zuleido Veras é flagrado em vários momentos fazendo críticas ao ?pessoal de Alagoas?. O dono da Gautama considerava o ex-secretário de Infra-estrutura, Eduardo ?Cheba?, e o ex-sub-secretário Paulo Pimentel, como os principais entraves nos seus ?negócios? no Estado. Segundo a PF, Zuleido Veras pagou propina a vários funcionários do Estado. ### Navalha complica cenário político para o próximo ano O terremoto político enfrentado pelo presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB), registrou seus estragos em Alagoas, com a passagem do furacão Operação Navalha, levando pessoas de confiança do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) para a porta da rua da administração pública. A exposição dos detalhes da vida extra-conjugal do senador em público e pessoas que ocupavam cargos estratégicos no governo estadual investigados por supostamente participar de uma máfia das obras públicas dividem opiniões de lideranças políticas que defendem ou acusam o governo. ### Fora do Palácio, defesa e acusação Fora do Palácio República dos Palmares, a opinião é bem diferente. A vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Lenilda Lima, disse que a crise política dentro do governo não vai acabar nem tão cedo. ?É uma crise a cada semana. Isso é preocupante?, analisou. Outro candidato ao governo no ano passado e membro do P-SOL, o advogado Ricardo Barbosa, ficou em parte surpreso com o crescimento das denúncias. ///

Relacionadas