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Prefeitura desmente vers�o de governo

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| ODILON RIOS Repórter Um mamógrafo que está parado há três anos em Coruripe abriu uma guerra entre a família Beltrão e o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Sem funcionar, o equipamento se transformou no mais recente motivo para colocar Alagoas no Cadastro Único de Exigências para Transferências Voluntárias (Cauc), a lista dos devedores do governo federal. No último domingo, a Gazeta mostrou que até o governador ligou, ele mesmo, para o prefeito da cidade, Marx Beltrão (PMDB), cobrando o funcionamento da máquina. O vice-governador José Wanderley Neto (PMDB) recebeu o alerta do ministro da Integração Nacional, Gedel Vieira Lima, sobre a situação do mamógrafo, e o secretário da Saúde, André Valente, chegou a ameaçar deslocar a máquina para outro município, caso o equipamento não entrasse em funcionamento. ### ?O Estado não cumpriu o convênio? Tudo começou na gestão do deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB), quando foi prefeito de Coruripe, antes de Marx Beltrão. Joaquim disse que há cinco anos existiam dois hospitais na cidade, um deles particular, mantido pelo ex-deputado estadual e médico Francisco Carvalho (PSDB). O hospital público pertencia ao Estado. ?O hospital particular era do deputado Francisco Carvalho. As autorizações para exames eram encaminhadas para o hospital particular?, contou João Beltrão. ### Governo deve ICMS ao município No caminho do mamógrafo, três encontros entre o prefeito de Coruripe, Marx Beltrão, e o governador Téo Vilela. Nenhum destes encontros foi conclusivo. ?Estive três vezes com o governador Teotonio Vilela para tratar do mamógrafo e outros assuntos ligados à saúde. Antes do São João, o governador me ligou para saber do mamógrafo. Quis saber como estava o funcionamento. Eu disse a ele que seriam necessários R$ 10 mil por mês para manter o mamógrafo. Propus um consórcio. Somente em Coruripe, para manter o mamógrafo, serão necessários R$ 3.600. Ele não ligou dando um ultimato, mas senti pressão sim?, afirmou o prefeito. ### Marx descarta retaliação do governador A conversa com a família Beltrão aconteceu no início da tarde de ontem na Gazeta e acabou revelando bastidores das negociações com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Entre os Beltrão, era tenso o clima ao se falar de Téo Vilela, que não foi apoiado por eles na eleição ao governo do Estado, ano passado. ?Não acho que seja retaliação?, disse o prefeito de Coruripe, Marx Beltrão (PMDB). O deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB) sacou de uma pasta um calhamaço de documentos que foram entregues à reportagem. ### Apoio é institucional, diz Beltrão Entrevistada pela Gazeta ontem, a família Beltrão deixou bem claro que o apoio ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) é apenas ?institucional?, o que não anula a sessão de recados, bem diretos, ao Palácio República dos Palmares. ?Téo, não minta?, diz o deputado João Beltrão (PMDB), sobre o mamógrafo parado em Coruripe. ?Temos aí uma crise na saúde, o Hospital de Santana do Ipanema fechado, o Hospital Universitário subutilizado. No fim de março, o senador João Tenório [PSDB] fez um encontro entre a bancada e o governador na casa do senador, em Brasília. ///

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