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Fantasmas causam rombo de R$ 3 milh�es no Estado

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| ODILON RIOS Repórter Os funcionários fantasmas se divertem na folha de pagamento de pessoal do governo do Estado. Só na última segunda-feira, em um levantamento nos 15 mil servidores inativos ou aposentados do Estado, foram descobertos 84 fantasmas. Os gastos com eles, por mês, eram de R$ 90 mil. As estimativas, porém, são maiores. O Estado acredita que o rombo causado por funcionários inexistentes ou mortos há anos, mas recebendo religiosamente o salário todos os meses, chega a R$ 3 milhões. Até a última sexta-feira, haviam sido detectados, ao todo, 120 fantasmas. ### Os fantasmas e as irregularidades Os casos de servidores fantasmas começaram a ser detectados a partir de abril. Segundo o governo, todos tiveram os salários suspensos. Em alguns destes casos, a irregularidade se arrasta há seis anos e alguns fantasmas entraram e saíram da folha diversas vezes em um ?passe de mágica?, como descreve o controlador-geral do Estado, Alexandre Lages: em determinado mês, o fantasma recebia dinheiro e, tempos depois, saía da folha de pagamento. Meses depois, voltava a receber normalmente do Estado, como se sempre existisse, saindo meses depois. ### Agesa caça gastos do governo A caça aos fantasmas do serviço público integra uma ação do governo para diminuir os desperdícios. O órgão que se propõe a controlar estes gastos é a Agência de Serviços Administrativos do Estado (Agesa). A idéia é uma economia de R$ 30 milhões em um ano, com controle de despesa em energia elétrica, água, telefonia, combustível, frota, passagens aéreas, serviços terceirizados e até o controle sobre impressões e cópias. ### Governo combate distorções no Agreste Os fantasmas rondam a folha de pagamento, mas o desperdício de dinheiro público ocorre também por outras maneiras e o atual governo corre para corrigir um quadro que herdou. Além de ter pago a conta de luz para um bordel funcionar e sem ter controle sobre o patrimônio, a Agência de Serviços Administrativos do Estado (Agesa) detectou que, em Arapiraca, a Governadoria do Agreste tinha 15 escritórios alugados na cidade, fora uma mansão, para servir água gelada, comida, cafezinho e uma cama para o governador, caso passasse pelo Agreste. ///

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