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Celso Daniel se rebelou e foi morto, diz irm�o

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O oftalmologista João Francisco Daniel, 56, acredita que seu irmão, o prefeito Celso Daniel, foi assassinado porque teria ?se rebelado? contra o suposto esquema de propinas cobradas por colaboradores seus na Prefeitura de Santo André para ?financiar campanhas do PT?. ?Ele chegou a falar para Miriam Belchior, ex-mulher do prefeito, que iria tomar providências quanto a isso em setembro, mas não deu tempo?, disse. João Francisco tirou todo o dia de ontem para dar entrevistas. Desmarcou consultas, e três pacientes acabaram sendo atendidos pela filha, Ana Cristina. O médico, transparecendo serenidade e firmeza na voz, repetiu frases como se as tivesse decorado: ?O PT é igual aos outros partidos? ou ?Faço isso para dormir tranqüilo e, se algo acontecer comigo, é a prova de que tudo é verdade?. João Francisco fez questão de afirmar que fazia as denúncias com apoio da família e só falou porque o Ministério Público acabou ?revelando a história?. Mas seu depoimento ao MP afirma que ele procurou o órgão ?voluntariamente?. Disse não temer macular a imagem do irmão. Prisão Ontem, o juiz da 1ª Vara Criminal de Santo André, Iasin Issa Ahmed, indeferiu ?por hora? o pedido de prisão preventiva dos seis acusados de integrar um suposto esquema de propina na prefeitura do município, que financiaria campanhas políticas do PT. Em seu despacho, o juiz estendeu a todos os acusados o benefício dado aos funcionários públicos, ou ocupantes de cargo em comissão, acusados de crime de responsabilidade, de apresentarem por escrito - dentro de 15 dias - uma defesa prévia antes do recebimento ou não da denúncia. O pedido de prisão havia sido apresentado, ontem, pelo Ministério Público estadual. A denúncia de formação de quadrilha foi apresentada na terça-feira à Justiça pela promotoria. Foi pedida a prisão preventiva do secretário de Serviços Municipais de Santo André, Klinger Luiz de Oliveira Souza, dos empresários Sérgio Gomes da Silva e Ronan Maria Pinto, e de Irineu Nicolino Martin Bianco, Humberto Tarcísio de Castro e Luiz Marcondes de Freitas Jr.

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