Política
Novos pedidos de demiss�o n�o comovem governo
| Carla Serqueira Repórter A crise na saúde se alastra a cada dia. Sem diálogo, governo e médicos seguem na direção contrária, longe de um acordo. Nem negociam mais. A greve já dura 74 dias e os pedidos de exoneração aumentam a cada semana. Além dos 160 já protocolados na Secretaria Estadual de Gestão Pública, mais 100 devem ser entregues amanhã de manhã. Segundo o procurador-geral do Estado, Mário Jorge Uchôa, cada pedido é ?automaticamente? transformado em processo administrativo disciplinar contra o médico que quer deixar o cargo. ?A greve é ilegal, por isso processamos?, afirma, dizendo que o médico que responde a processo não pode ser exonerado e sim, demitido por justa causa. ### Crise se estende à rede particular A crise não é só na rede pública de Saúde. Enfermeiros, assistentes sociais, técnicos e auxiliares de enfermagem de hospitais particulares decidem hoje à tarde, depois de uma audiência na Procuradoria Regional do Trabalho, se decretam ou não greve por tempo indeterminado. Eles querem 10% de reajuste salarial reatroativo de novembro passado, assistência médica, adicional de insalubridade com base nos salários, redução da carga horária de 36 horas para 30, além de reajuste salarial toda vez que aumentar o salário mínimo. ///