Política
PSOL enfrenta diverg�ncias internas
| GILVAN FERREIRA Repórter Criado há pouco mais de dois anos por dissidentes do grupo político da ex-senadora Heloísa Helena, expulsa do Partido do Trabalhadores (PT), no fim de 2003, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) enfrenta a sua primeira grave crise em Alagoas, provocada por divergências entre os grupos de comando do partido. A crise no PSOL teve início na semana passada, durante a eleição para a presidência do diretório estadual do partido, disputada pelo agrônomo Mário Agra, ex-marido Heloísa Helena, e pela vice-prefeita do município sertanejo de Água Branca, Maria de Fátima, a Fal, apoiada pelo núcleo sindical do partido. ### ?Eles agem como donos do partido? Apesar do tom conciliador do presidente do diretório municipal e integrante da executiva do PSOL, o líder do grupo dissidente, o sindicalista Jogedson Veras, um dos fundadores da sigla, não economizou críticas à direção do partido e à ex-senadora Heloísa Helena. ?É triste reconhecer isso, mas hoje o PSOL tem uma dona, a ex-senadora Heloísa Helena, e um dono, o senhor Mário Agra. O grupo do Mário Agra não precisava fazer o que foi feito no congresso. A nossa intenção era oxigenar o partido, mas eles não aceitaram que a democracia interna fosse exercitada. Nós fomos para o congresso com 16 delegados e como eles só tinham 14 delegados e perceberam que seriam derrotados, utilizaram de uma manobra para impugnar seis dos nossos delegados. Eu considero que a eleição do Mário Agra não foi legítima, não se pode dizer que uma pessoa que foi eleita com 14 votos em um universo de 700 a 800 filiados tenha legitimidade para representar o partido?, acusou Veras. ///