Política
Plano B para a sa�de deve provocar seq�elas
Patrícia Bastos Repórter A saúde pública protagoniza esta semana o momento mais crítico do governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB). O decreto de estado de emergência, considerado a última cartada do governo para evitar o caos provocado pela greve dos médicos ? sem, no entanto, ceder a pressão dos profissionais pelo reajuste de salário ?, deve deixar seqüelas. A greve dos médicos está perto de completar três meses, e além dos hematologistas e neurocirurgiões que deixam o serviço público nesta segunda-feira, as demissões de outras categorias médicas também se concretizam nos próximos dias. ### Médicos querem exoneração de Valente As afirmações do secretário de Saúde, André Valente, de que com o decreto de emergência o Estado pode obrigar os médicos demissionários a atender a população, deixaram a categoria ainda mais ?inflamada? contra as decisões tomadas pelo governo, como declara o presidente do Sindicado dos Médicos (Sinmed), Wellington Galvão. ?Consultamos nosso advogado e ele disse que não existe lei que nos obrigue a isso. Isso só mostra quanto o secretário é incompetente. Desde o início da greve, ele teria ajudado mais se tivesse ficado calado, em vez de fazer ameaças. Mesmo que a greve acabe, o governador deveria tirar André Valente da Saúde, porque não existe mais clima na classe médica para que ele continue gerindo a secretaria?, falou o sindicalista. ///