loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Policiais militares buscam ampliar espa�o na pol�tica

Ouvir
Compartilhar

FERNANDA MEDEIROS Depois do histórico 17 de julho de 1997, data que foi marcada por uma grande revolução política em Alagoas, novos espaços se abriram para os policiais militares do Estado: o alvo, desta vez, foi a política. De lá para cá, vários PMs decidiram trilhar esse caminho, de posse de uma nova mentalidade, com o objetivo de lutar por seus direitos, como cidadãos e seres humanos. Para o deputado e major Paulo Nunes, que se candidatou em 1998 a uma vaga na Assembléia Legislativa Estadual (ALE), é importante que outros policiais militares também participem da vida política, brigando por seus direitos. Ele afirma que é preciso haver autonomia. ?É fundamental que os colegas não venham atrelados a interesses de governos ou grupos econômicos, mas sim que lutem pelos interesses da categoria, como salários e melhores condições de trabalho, e da sociedade como um todo?. Vale lembrar que, até 1988, os cabos e soldados da Polícia Militar não podiam votar. Então, o fato de eles conseguirem esse direito ainda é recente. ?Eles têm uma cultura política muito recente, mas o importante é que começaram a perceber que é importante participar da vida política?, disse Paulo Nunes. Bancada Com o grande contingente que possui ? oito mil homens ?, a tropa da Polícia Militar/AL tem condições de eleger dois deputados estaduais e um federal, pois além do voto dos próprios militares há os votos dos familiares deles. ?Se formos somar três pessoas por cada família, dá um número muito bom de eleitores?, observou Nunes, acrescentando que é necessário aumentar a bancada, com representantes da PM para discutir, por exemplo, formas de combate à violência e à questão da segurança no Estado. O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Alagoas, soldado Wagner Simas, concorda com seu ex-companheiro de farda, ao afirmar que há a necessidade urgente de ter mais militares na carreira política. ?Defendo essa posição porque acho que, assim, teremos condições de brigar pelos direitos da categoria, conquistando espaços até então inexistentes?, disse. Também como Paulo Nunes, o soldado Simas declara que o pensamento dos militares acerca da política passou por mudanças, depois do episódio do dia 17 de julho. ?Antes, era muito raro ver militares atuando na política?, finalizou.

Relacionadas