Política
Uma obra ainda longe de se tornar realidade
Davi Soares Repórter A visita na última sexta-feira de uma comissão de deputados estaduais às obras do Canal do Sertão, que deve levar água a regiões áridas do Agreste e Sertão alagoanos, representou o primeiro passo para que detalhes desse megaprojeto fossem expostos à sociedade. São cerca de 30 anos de estudos bancados pelo Estado, e quase R$ 60 milhões já investidos na busca de uma solução para a seca que castiga o sertanejo, já desanimado com a falta de conclusão das obras do canal. No último dia 23, mais R$ 4,3 milhões foram liberados para a construção e o investimento total previsto para este ano é de R$ 92 milhões em recursos federais de origem do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). ### Destinação final é desconhecida A visita às obras do Canal do Sertão contou com um momento em que dirigentes de sindicatos de trabalhadores rurais, deputados e políticos presentes tiveram a oportunidade de questionar os responsáveis pela execução da obra sobre sua destinação final e, principalmente, sobre quem administrará a adutora, depois de sua ativação. Houve perguntas sem respostas completas, ou com dados desencontrados, quando comparados com as informações obtidas com a empreiteira Queiroz Galvão, responsável pela execução da fase atual da obra. ### Obra deve ser concluída em 2013, se tudo der certo A idéia da construção do Canal do Sertão é captar a água do Lago do Moxotó, no município sertanejo alagoano de Delmiro Gouveia, e levá-la por uma fenda aberta e impermeabilizada contra a erosão, até a cidade de Arapiraca, no Agreste. Serão 250 km de canal que, de acordo com o governo do Estado, tem prazo de término até 2010. A previsão do Estado difere da informação passada pelo governo federal à empreiteira Queiroz Galvão, que está executando a etapa atual da obra e já ganhou a licitação para construir o canal até o quilômetro 45. ///