Política
Uma sexta-feira 13 sangrenta
O dia amanheceu ensolarado naquela trágica sexta-feira, 13 de setembro de 1957. A movimentação nas ruas era intensa. Já no início da tarde, muitos ?turistas?, como se chamavam os jagunços à época, se espalhavam pela Praça D. Pedro II, a Praça da Assembléia, misturados à multidão de simpatizantes do governador Muniz Falcão, comunistas e policiais militares que davam apoio aos capangas governistas. ### ?Nada poderia evitar a tragédia daquele dia 13? Um dos principais colaboradores do governo de Muniz Falcão, o engenheiro Beroaldo Maia Nobre, 82, fez revelações históricas à Gazeta, que servem, 50 anos depois, para esclarecer algumas dúvidas mantidas durante todo esse período. Um dia, logo depois do retorno de Muniz ao governo, em 1958, estávamos vistoriando algumas obras, quando ele me disse que tinha se arrependido de não aceitar a proposta dos usineiros para o pagamento de uma taxa, que ele batizou de pró-economia, que serviria para arrecadar recursos para os setores da Educação e Saúde. ///