Política
Associa��o de vereadores encara a crise
| Patrícia Bastos Repórter São duas entidades que dividem o mesmo endereço, que representam classes políticas distintas e com realidades praticamente opostas. Se comparados a tipos conhecidos da televisão, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) seria o ?primo rico?, enquanto a União dos Vereadores Alagoanos (Uveal) seria o ?primo pobre?. Enquanto a primeira é freqüentadora dos corredores do Palácio, já conseguiu garantir o pagamento de dívidas para os prefeitos e se dá ao luxo de aguardar do governo um terreno mais amplo para a construção de sua sede; a segunda foi recebida pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) pela primeira vez somente na última quinta-feira ? e apenas por conta do assassinato do vereador delmirense Fernando Aldo. ### Via-crúcis para ser recebida no Palácio Dez meses após a posse, a única coisa que a Uveal conseguiu do governo foi a promessa de Vilela de marcar uma audiência para discutir a proposta de retomada do convênio, não se sabe ainda para quando. Com o discurso de ?arrocho financeiro? repetido pelo governador desde janeiro, a probabilidade de retomar uma ajuda de custo igual à concedida por Lessa anos atrás é muito pequena. Mesmo assim, Cláudio Roberto tem esperança. ### AMA esbanja poder e amplia espaço político no governo O ?primo rico? ? Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) ? nega ser favorecida pelo governo do Estado. O presidente Jarbas Omena, prefeito de Messias, afirma que diferentemente do seu ?primo pobre?, a entidade se mantém com as próprias pernas, com contribuições mais polpudas que não saem do bolso dos prefeitos, mas dos cofres municipais. Apesar de serem recebidos pelo governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) uma vez por mês, e de a entidade ter alguns pleitos atendidos, Omena nega que a AMA seja privilegiada. ///